Mostrando postagens com marcador diariodovale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diariodovale. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Para não cair (de novo) no esquecimento: Falta de Água em SP.

Prezados leitores,

Não costumo escrever artigos para o blog pois prefiro confiar nos profissionais do jornalismo que tão bem o fazem, referenciando-os e registrando no blog para não cair no esquecimento e no "cache" do Google.

Porém, visto o problema da falta de água no estado de SP (sim estado!), capital e vale do paraíba, veio a preocupação dos demais estados, RJ e MG, de perderem este bem público, como visto no Art. 1° da Lei n 9433/07 das águas (BRASIL, 2007):

"Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos:
        I - a água é um bem de domínio público;
        II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico;
        III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais;
        IV - a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas;
        V - a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos;
        VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades."

Observando a recente Lei das Águas, destaco que este recurso é LIMITADO. Então desde 2007, no âmbito legal e desde que se estuda ciclo da água, é sabido que a água pode cair do céu, mas não no local onde é necessária.

Assim como não jogamos fezes e urina na nossa caixa d'água antes do consumo, para depois trata-la, seria sensato não jogarmos esgoto sem tratamento no manancial que utilizaremos para captar água potável. Isto é lógico, sensato, mas não dá voto. Dá transtorno no trânsito, buracos nas vias, mau cheiro, dor de cabeça para moradores fazerem a ligação CORRETA da rede de esgoto, visto que alguns o fazem na rede pluvial   que capta água da chuva que, NÃO deveria ter esgoto (ver referência O GLOBO, 2014) e, portanto, não daria mau cheiro, provocando o mau cheiro característico percebido nos pequenos córregos em bairros que ainda o tem não canalizado (ver referência Diário do Vale, 2014). Enfim, isto faz com que o voto das pessoas que pensam no individual no detrimento do coletivo vá para outro candidato. Próximo! Que venha o próximo para assumir os problemas. A memória curta, o fim do mandato que, não quer dizer fim da responsabilidade pelo problema, fez com que as consequências aparecessem.

Pois bem, o planejamento do governo para os recursos naturais deve se dar além dos mandatos. O tempo da natureza e diferente do tempo de governo, bem como os limites geopolíticos de uma cidade não definem planejamento em razão de bacias hidrográficas. O fazendeiro A ou B, o político C ou D  devem possuir visão sistêmica, integrada, além dos limites físicos do território legal.

A Comissão Ambiental Sul , da Cúria Diocesana de Barra do Piraí -RJ que abrange  os municípios do Vale do Paraíba Fluminense,  reúne mensalmente interessados de diversas religiões e formações que possuem um objetivo em comum: discutir a situação ambiental da região e buscar soluções através da mobilização popular e exposição dos fatos ao Poder Público. Esta comissão já buscava mobilização para o problema do Rio Paraíba do Sul antes mesmo de São Paulo se posicionar oficialmente. Houve mobilização junto aos demais municípios afetados do Vale do Paraíba Paulista, a exemplo dos vereadores do município de Taubaté-SP que buscaram parceria, e da região Sul e Norte Fluminense. Hoje a mídia (vide referências ao final do texto) divulga graças a movimentações como esta.

O Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (CEIVAP) tem em sua página na internet informações sobre a Bacia e editais abertos na área de saneamento, recuperação e educação ambiental para que os municípios e organizações da sociedade civil organizada possam enviar projetos em prol do manancial. Isto para toda a Bacia Hidrográfica, o espaço para pensar políticas públicas em relação à área ambiental como já foi dito. Esta é uma das soluções existentes.

Em São Paulo-SP, em um curso soube que as contas de vazão de abastecimento urbano e da saída da rede oficial de tratamento já não estavam no positivo há algum tempo. E, as propostas vistas no curso e bem aceitas na área eram imediatistas, nada que cuidasse da Bacia Hidrográfica, mas que resolvesse o problema naquele momento: a famosa transposição. Não que seja inviável, mas que seja bem planejada e discutida, já que é um bem público e deve ser discutida de forma descentralizada.

Ah Agenda 21! Que falta faz a verdadeira aplicação neste momento do "Pensar Global, Agir Local". Não é culpar mudança climática global! É a falta da mudança comportamental  coletiva a responsável. E que comece a mudança global neste sentido.

Estes foram alguns dos fatos observados por mim durante o burburinho da famosa guerra pela água que tantos haviam previsto. Perdoem-me a escrita, o desabafo e a falta de tempo por motivos acadêmicos e profissionais. Mas senti a necessidade de registrar e reunir,no humilde blog, o contexto vivido na região.

Até a próxima e grata pela atenção cedida.

Daniele R Barbosa
Bióloga.
Especialista em Análise Ambiental e Gestão do Território/Gestão Ambiental.
Mestranda em Tecnologia Ambiental.
Blogueira/Social Media @nicholegal.



Referências:


BRASIL. LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm
O GLOBO.Trecho às margens da Baía, da Baixada a Botafogo, tem índices de poluição intoleráveis: dados oficiais mostram que, de 35 praias, apenas uma tem boas condições para o banho. POR EMANUEL ALENCAR E SELMA SCHMIDT. 26/08/2014 5:00. Disponível em:  http://oglobo.globo.com/rio/trecho-as-margens-da-baia-da-baixada-botafogo-tem-indices-de-poluicao-intoleraveis-13728375
CEIVAP. CEIVAP elabora Manifesto pela Bacia do rio Paraíba do Sul.Disponível em http://www.ceivap.org.br/conteudo/ManifestoCEIVAP.pdf 
COMISSÃO AMBIENTAL SUL. Disponível em: https://www.facebook.com/ComissaoAmbientalSulRJ.
COMISSAO AMBIENTAL SUL. Disponível em: Comissão Ambiental Sul se reúne com Inea em Volta Redonda
Publicado em 02/07/2014, às 17h18. http://www.diariodovale.com.br/noticias/0,91762,Comissao-Ambiental-Sul-se-reune-com-Inea-em-Volta-Redonda.html#axzz3AI3LLW6L

COMISSAO AMBIENTAL SUL. Comissão estuda criação de projetos alternativos de preservação ambiental na diocese de Barra do Piraí Volta Redonda. TERÇA, 19 ABRIL 2011 10:25 CNBB/DIOCESE DE BARRA DO PIRAÍ VOLTA REDONDA. http://www.cnbb.org.br/regionais/leste-1/6348-comissao-estuda-criacao-de-projetos-alternativos-de-preservacao-ambiental-na-diocese-de-barra-do-pirai-volta-redonda

Outros meios de comunicação que falaram sobre crise da água em SP.

TV CÂMARA SÃO PAULO. A crise da água em destaque. Entrevista com Mário Mantovani do SOS Mata Atlântica. https://www.youtube.com/watch?v=V3iN8jUb5s8&feature=youtu.be


ALVES. Conflito socioambiental no Sul Fluminense: A Comissão Ambiental Sul na crítica à Transposição do rio Paraíba do Sul. Paulo Roberto Torres Alves* – prtaj@hotmail.com http://www.redevale.ita.br/iisrhps/documentos/jaguari/IISRHPS_sessao_tecnica_IV_6.pdf


UOL. Fotos:Estiagem revela carros, construções antigas e lixo acumulado em SP. http://noticias.uol.com.br/album/2014/07/30/estiagem-revela-velhas-construcoes-e-lixo-acumulado.htm?abrefoto=13

BOM DIA BRASIL. Estiagem prolongada deixa rio Tietê em situação crítica. http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/estiagem-prolongada-deixa-rio-tiete-em-situacao-critica/3577945/

CARTA CAPITAL. O erro de achar que a água cai do céu! O debate eleitoreiro em torno da água não vai resolver o assunto e pode levar à opção do “quanto pior, melhor”, em detrimento do bem-estar de 20 milhões de pessoas no Sudeste. Publicado em 16 de julho de 2014. http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-erro-de-achar-que-a-agua-cai-do-ceu-3470.html

DIARIO DO VALE. A guerra da água, do trânsito e a ignorância do povo. Jorge Luiz Calife
jorge.calife@diariodovale.com.br  Última atualização em 22/08/2014, às 06h40 http://www.diariodovale.com.br/noticias/3,93944,A-guerra-da-agua-do-transito-e-a-ignorancia-do-povo.html#ixzz3BVY3iOHR

UOL. Alvo de disputa entre Rio e SP, Paraíba do Sul perde uma Guarapiranga ao mês. Estadão Conteúdo Em São Paulo 24/08/2014.http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2014/08/24/bacia-do-paraiba-do-sul-perde-uma-guarapiranga-ao-mes.htm

O ESTADO DE SÃO PAULO. ‘Pesco aqui há 25 anos e nunca vi coisa parecida’. Moradores da região do Paraíba do Sul lamentam que está cada vez mais difícil encontrar peixes por causa da seca. 24.08.2014 | 03:00 Fabio Leite/Estadão - O Estado de S. Paulo. http://m.estadao.com.br/noticias/saopaulo,pesco-aqui-ha-25-anos-e-nunca-vi-coisa-parecida,1548571,0.htm

PLANETA SUSTENTÁVEL. CRISE HÍDRICA: Até quando São Paulo vai ressuscitar (e esgotar) volumes mortos? Vanessa Barbosa - Exame.com - 25/07/2014. http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/quando-sp-vai-ressuscitar-esgotar-volumes-mortos-792273.shtml

GOMES & BARBIERI. Gerenciamento de recursos hídricos no Brasil e no Estado de São Paulo: um novo modelo de política pública. Jésus de Lisboa Gomes; José Carlos Barbieri. Cadernos EBAPE.BR
On-line version ISSN 1679-3951. Cad. EBAPE.BR vol.2 no.3 Rio de Janeiro Dec. 2004. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-39512004000300002

O ECO. Água e floresta merecem gestão de longo prazo . Suzana M. Padua - 14/08/14 http://www.oeco.org.br/suzana-padua/28568-agua-e-floresta-merecem-gestao-de-longo-prazo

GGN. Sabesp ignorou recomendações e afundou o Cantareira, diz especialista. SEG, 25/08/2014 - 14:44 http://jornalggn.com.br/noticia/sabesp-retirou-mais-agua-do-cantareira-do-que-deveria-aponta-especialista#.U_uDjVyDxl0.facebook

FILHO & BONDAROVSKY. Água, bem econômico e de domínio público* Aser Cortines Peixoto Filho; Sandra Helena Bondarovsky. Texto produzido pelos autores, baseado em conferência proferida por Aser Cortines Peixoto Filho, na qualidade de Presidente do Painel I – Água, bem econômico e de domínio público – do Seminário Internacional “Água, bem mais precioso do milênio”, promovido pelo Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal, de 17 a 19 de maio de 2000, no auditório do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília-DF. http://www2.cjf.jus.br/ojs2/index.php/revcej/article/viewFile/352/500

CEIVAP. CEIVAP elabora Manifesto pela Bacia do rio Paraíba do Sul . O Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (CEIVAP) aprovou em sua 1ª Reunião Ordinária de 2014, realizada no último dia 20 de maio, um Manifesto pela Bacia do rio Paraíba do Sul, para estabelecimento de um Programa de Recuperação Emergencial do rio Paraíba do Sul. O documento foi elaborado e aprovado em reunião plenária do Comitê. Para acessar o Manifesto http://www.ceivap.org.br/conteudo/ManifestoCEIVAP.pdf. 

AGUA, DONA DAS VIDA.Comissão Ambiental Sul-RJ quer a participação da Secretaria do Meio Ambiente POSTADO POR @INFOAMBIENTAL20 de julho de 2012.  http://aguadonadavida.blogspot.com.br/2012/07/comissao-ambiental-sul-rj-quer.html



quinta-feira, 20 de março de 2014

Rio Paraíba do Sul: transposição e ações no RJ

CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA: CRISE DA ÁGUA! 20/03


Em carácter extraordinário o MEP, em Volta Redonda, abrirá suas portas amanhã, dia 20/3, às 15h, para realizar um encontro com membros do MEP - Comissão do Meio Ambiente, representantes da Comissão Ambiental Sul-RJ, Ong's, ambientalistas e estudantes para avaliarem o cenário sócio-politico em relação as águas do Rio Paraíba do Sul. Contamos com vocês 'fecebucanos ' ou não. A sede do MEP, está localizada à Rua São João Batista , 23, ao lado da Igreja Santo Antônio, no bairro Niterói.

Comitê Médio Paraíba do Sul realiza primeira Plenária de 2014

Apresentações de projetos e lançamento de Editais está previsto na pauta

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul (CBH-MPS) realiza, no próximo dia 20 de março, sua primeira plenária do ano de 2014, a 13ª Reunião Ordinária do CBH. O encontro terá início ás 9h, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, em Volta Redonda (RJ). Como pauta da referida reunião estão previstas as apresentações da ONG Vale Verdejante, Projeto Agenda Água, Termo de Cooperação Técnica entre a WWF Brasil e o CBH-MPS, e também, os lançamentos do Edital de Cadastro de imóveis em APPs e Edital de Auxílio a Projetos de Pesquisa.

O Edital referente a Cadastros de Imóveis em Áreas de Preservação Permanente (APPs) tem por finalidade orientar a manifestação de interesse em vendas de imóveis situados em APPs, em margens de lagoas, rios, córregos e nascentes na região da bacia hidrográfica do Médio Paraíba do Sul. A intenção é gerar um cadastro formal de proprietários interessados em vender seus imóveis situados em APPs, especificamente na região hidrográfica do Médio. O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e o Ministério Público Federal poderão utilizar esse cadastro para fins de compensação ambiental como medida compensatória para empresas com passivos ambientais.

O Comitê tem apoiado iniciativas na área educação ambiental, desenvolvidas pela ONG Vale Verdejante e o Programa Agenda Água. Assim, além das apresentações relacionadas aos projetos, e paralelo a Reunião Plenária, serão realizadas atividades para as crianças envolvidas nos programas.

Comitê Médio Paraíba do Sul

O Comitê Médio Paraíba do Sul foi instituído no dia 11 de setembro de 2008, pelo Decreto Estadual nº 41.475, e atua na Região Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul, constituída pela bacia do Rio Preto e pelas bacias dos rios afluentes do curso médio superior do rio Paraíba do Sul no Estado do Rio de Janeiro.

A região hidrográfica de atuação do CBH-MPS abrange integralmente, os municípios de Barra Mansa, Comendador Levy Gasparian, Itatiaia, Pinheiral, Porto Real, Quatis, Resende, Rio das Flores, Valença e Volta Redonda, assim como, parcialmente, os municípios de Barra do Piraí, Mendes, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Piraí, Rio Claro, Três Rios e Vassouras, situados na região sul fluminense.

A estrutura do CBH-Médio Paraíba do Sul é constituída por um plenário, órgão máximo deliberativo, composto por 24 membros com direito a voto, sendo oito representantes dos Usuários de Água, oito representantes da sociedade Civil e oito representantes do Poder Público (federal, estadual e municipal). A diretoria colegiada, composta por 6 membros dos três segmentos que compõem o Comitê, é responsável pela condução dos trabalhos. Além disso, o Comitê conta com uma Câmara Técnica de Instrumento de Gestão e Legal, responsável pela análise técnica dos assuntos a serem tratados.

Atualmente, a sede do CBH-Médio Paraíba do Sul funciona na Avenida Almirante Adalberto de Barros Nunes, nº 5.900, no bairro Belmonte, na cidade de Volta Redonda, em espaço cedido pelo INEA. O local abriga também o escritório da Unidade Descentralizada (UD) da Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), que atua como Agência de Bacia do Comitê.

SERVIÇO
“13ª Reunião Ordinária do CBH - Médio Paraíba do Sul”
Data: 20/03/2014
Hora: 9h ás 16h
Local: Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, localizada à Rua General Newton Fontoura, 323, Jardim Paraíba, Volta Redonda (RJ)
via https://www.facebook.com/groups/comissaoambientalsulrj/
17/03/2014
COMUNICAÇÃO AGEVAP
Telefax: (24) 3355-8389

E-mail: comunicacao@agevap.org.br

Região reage à proposta de Geraldo Alckmin
Publicado em 19/03/2014, às 18h53

Última atualização em 19/03/2014, às 18h53
Sul Fluminense

A notícia divulgada hoje (19) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, de que a Agência Nacional de Águas (ANA) está estudando a possibilidade de captar água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira, em São Paulo, estourou como uma bomba no Sul Fluminense. Representantes da Comissão Ambiental Sul, o deputado estadual Nelson Gonçalves (PSD), o deputado federal Deley de Oliveira (PTB) e o vereador de Volta Redonda, Jerônimo Teles (PSC), entraram na discussão.

De acordo com a ministra, a proposta faz parte de um plano do governo do estado paulista para segurança de recursos hídricos para a macrometrópole de São Paulo. Dada a urgência, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) teria ido, pessoalmente, ao gabinete da presidente Dilma Rousseff (PT) pedir que ela intercedesse a seu favor.

- Ele fez uma avaliação com a presidenta e mostrou a estratégia de trabalho. É uma obra que, no planejamento deles, levaria de 12 a 14 meses para ser feita, então foi uma reunião de exposição sobre como São Paulo está olhando, estrategicamente, pós-2014 - disse a ministra.

Contudo, a estratégia de Alckmin não foi vista com bons olhos por autoridades da região. Nelson Gonçalves levou ontem mesmo o caso para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na tribuna, o parlamentar apelou para o bom senso da Casa, e pediu que os colegas ajudassem na luta.

- Caso a proposta do governador de São Paulo seja aceita, certamente nossa região passará por uma crise séria de água. O Rio Paraíba, como todos sabem, além de abastecer as casas da população com água, serve para outras atividades importantes. Por isso, fiquei surpreso com a ida do governador ao gabinete da presidente. Peço que os deputados não aceitem essa condição imposta - disse, visivelmente preocupado com a questão.

Nelson afirmou ainda que também procurou o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e reportou a ele o caso, acreditando que o político de Piraí intercederá.

- Entrei em contato com o vice-governador por e-mail assim que soube da visita de Geraldo Alckmin a Dilma. Passei para ele todos os problemas que uma transposição causaria ao Rio de Janeiro. Pedi que ele pensasse bem e rejeitasse a proposta - informou, salientando que espera respostas do Pezão.

Ainda de acordo com Nelson, o governo de São Paulo tem outros estudos que podem substituir a transposição do Rio Paraíba do Sul.

- Ao todo são nove estudos que visam a sanar os problemas de abastecimento do estado. A transposição do Paraíba seria apenas uma delas. Tenho convicção que poderia ser usado outras alternativas, assim não prejudicaria nosso estado e nossa região - lembrou.

Vale ressaltar que a caravana do governador de São Paulo se deu justamente às vésperas do Dia Estadual de Luta em Defesa do Rio Paraíba do Sul. A data, lembrada em 20 de março, foi um projeto do deputado Nelson Gonçalves que acabou entrando no calendário do Rio de Janeiro.

Comissão Ambiental Sul

Demonstrando revolta, o presidente da Comissão Ambiental Sul, João Thomaz, disse que o governo de São Paulo não cumpriu uma antiga promessa: de que não mexeriam com o Paraíba do Sul.

- Há cinco anos, assim que soubemos das intenções do governo de São Paulo de fazer a transposição do Rio Paraíba, entramos com um recurso junto ao Ministério Público Federal, em Volta Redonda, para que houvesse uma intervenção no caso. Na época recebemos a garantia de que nada seria feito. Mas hoje me deparo com a notícia de que Alckmin procurou a presidente Dilma - contou.

João Thomaz lembrou que o Rio Paraíba do Sul abastece 80% do Rio de Janeiro e concordou com Nelson Gonçalves quando o político adiantou que, se a transposição for concretizada, haverá uma grave crise de água.

- O único manancial do Rio de Janeiro, que abastece o estado, é o do Paraíba. Nós não podemos ser responsabilizados pela degradação dos recursos hídricos causada pelos paulistas naquele estado - rebateu, frisando que essa não seria a primeira transposição do Rio Paraíba do Sul.

- Em Barra do Piraí existe uma transposição desvia, todos os dias, 160 metros cúbicos de água para o Rio Guandu. Por isso, o Paraíba não suporta outra transposição - disse.

O presidente da Comissão Ambiental Sul disse ainda que há outro motivo pelo qual a presidente Dilma e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), não deveriam permitir a transposição: o esgoto.

- Cerca de 180 municípios que estão às margens do Paraíba jogam no rio esgoto sem tratamento. Caso haja uma estiagem após a transposição, não haverá água suficiente para contrabalancear a quantidade de dejetos in natura. Será outro problema que as cidades, inclusive as do Sul Fluminense, passarão -  alertou João Thomaz, avisando que fará denúncias também às emissoras de televisão.

Jerônimo propõe ‘Semana de rejeição à transposição'

O vereador José Jerônimo Telles (PSC) criticou o viés político adotado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na questão da possível transposição do Rio Paraíba do Sul. O vereador ressaltou que a partir de agora será necessário que os políticos fluminenses também se movimentem para dar maior peso ao debate técnico já em andamento. Jerônimo propôs que seja realizada uma "Semana de Rejeição à Transposição do Rio Paraíba do Sul".

Entre outras ações que devem ser apresentadas, o vereador afirmou que seria interessante que todas as Câmaras Municipais da região aprovassem moções de repúdio ao projeto sugerido pelo governo paulista. Como as sessões acontecem em dias alternados de acordo com cada cidade, em uma semana seria possível que todos os municípios aprovassem suas moções.

- As Câmaras Municipais são legítimas representantes da população. Seria uma ação objetiva todas aprovarem moções contrárias ao projeto apresentado pelo governo paulista. Em seguida, remeteríamos essas moções de maneira unificada ou em separado para o Ministério do Meio Ambiente, que será o mediador desta proposta do governo paulista, em minha visão indecorosa - disse Jerônimo.

O vereador afirmou que a transposição do Rio Paraíba é defendida pelo Governo de São Paulo desde 2008, mas ressaltou que no campo técnico a proposta nunca avançou por ser "contraditória" e "arriscada".

- São quase seis anos de debates e São Paulo não conseguiu fazer esta proposta vingar. Então, diante da crise de abastecimento em São Paulo, o Alckmin vai até a presidente Dilma Rousseff e tenta pela política passar por cima de questões que estão em discussão. Diante disso, nós - políticos do lado fluminense - precisamos nos unir para fortalecer o debate técnico - afirmou.

O vereador disse que é temeroso levar um debate estritamente técnico para o campo político, ressaltando que o Estado de São Paulo é historicamente mais forte que o Rio de Janeiro politicamente.

- Nós temos menos apelo político que São Paulo, mas temos de aproveitar que mesmo as cidades do Vale do Paraíba paulista são contrárias a este processo de transposição. De repente, conseguimos que estas moções avancem pelo interior de São Paulo e ganhamos maior peso em nossas ações. Temos de nos movimentar - disse Jerônimo.

O vereador destacou o trabalho de luta que vem sendo realizado pelo MEP (Movimento pela Ética na Política), Comissão Ambiental Sul, Cúria Diocesana e Senge-VR (Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda).

- Muito graças a estas entidades esse projeto de São Paulo não passou. Nós políticos dissemos que estaríamos à disposição para quando fosse necessário. Bem, eu acho que essa é a hora de mostrarmos nosso apoio à causa. Não vamos deixar colocarem o carro na frente do boi. Não se trata de deixar São Paulo sem água, mas tudo tem de ser feito sem colocar nossa região em risco - disse o vereador.

Arquivo
Jerônimo não quer levar debate técnico para campo político
De olho: Jerônimo não quer levar debate técnico para campo político
Deley colhe assinaturas em Brasília

O deputado federal Deley de Oliveira (PTB) colheu assinaturas da bancada fluminense no Congresso Nacional para convocar uma audiência de emergência e em caráter de urgência com o Ministério do Meio Ambiente e a ANA (Agência Nacional de Águas).

- Esse projeto da transposição vem sendo debatido de maneira clara entre os técnicos que entendem do assunto, mas foi tratado de maneira sorrateira na política. Vamos mandar um duro recado ao governador Geraldo Alckmin. Essa reunião dele com a Dilma sobre a transposição não foi bem vista. Esse é um assunto que não pode ser discutido a portas fechadas - afirmou Deley.

O deputado afirmou ainda que o clima é de indignação entre os parlamentares com quem ele conversou:

- Durante a coleta de assinaturas, percebemos que o clima é de revolta. Não vamos deixar isso barato. Existem pessoas sérias e técnicas que vem discutindo isso nos últimos anos e não vamos deixar que a política contamine esse debate impunemente - destacou.

O deputado disse que praticamente todos os parlamentares se dispuseram a participar da audiência: "Vamos colocar tudo em pratos limpos. Esse é um projeto que vem sendo discutido há cinco, seis anos. Agora vçao querer acelerar esse debate, assim, por pressão política?", questionou.

Deley ressaltou que a região Sul Fluminense - toda cortada pelo Rio Paraíba do Sul - experimenta um processo sem precedentes de desenvolvimento, com a chegada de empresas de grande porte. Segundo ele, a falta de água pode gerar problemas para manutenção e avanço desse processo.

- A região não vai ficar em segundo plano por conta dos problemas de São Paulo. No grito ninguém vai levar mais essa - afirmou.

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,86886,Regiao-reage-a-proposta-de-Geraldo-Alckmin.html#ixzz2wV9ygI38


São Paulo estuda captar água do Rio Paraíba do Sul
Publicado em 19/03/2014, às 15h41

Brasília

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (19) que a Agência Nacional de Águas (ANA) está estudando a possibilidade de captar água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira. O nível do manancial chegou à menor marca de sua história, 14,9% da capacidade total. As informações são da Agência Brasil.

O Cantareira é o maior reservatório de água de São Paulo e abastece quase 9 milhões de pessoas na região metropolitana. A situação é a pior desde que o sistema foi criado, na década de 1970.

Rios de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro fazem parte da bacia do Rio Paraíba do Sul, que é a principal fonte de captação de água para a região metropolitana do Rio de Janeiro e de algumas cidades paulistas da região.

Alguns reservatórios de hidrelétricas da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) regulam a vazão do rio e é deles que o governo de São Paulo estuda captar água para o Cantareira. "O governador pediu que nós, do governo federal, avaliássemos tecnicamente essa proposta, quanto ao impacto e à energia gerada. E também fazer a interlocução técnica com Minas Gerais e Rio de Janeiro", disse a ministra Izabella, sobre a reunião que teve ontem com a presidenta Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Segundo a ministra, a proposta faz parte de um plano do governo do estado para segurança de recursos hídricos para a macrometrópole de São Paulo. "Ele fez uma avaliação com a presidenta e mostrou a estratégia de trabalho. É uma obra que, no planejamento deles, levaria de 12 a 14 meses para ser feita, então foi uma reunião de exposição sobre como São Paulo está olhando, estrategicamente, pós-2014", disse a ministra.

A ministra explicou que a situação de São Paulo é grave e ocorre por causa de um regime de chuvas com baixíssimas precipitações. "Isso fez com que o nível da água no reservatório do Cantareira experimente os menores níveis da sua história, abaixo inclusive do que registrou na pior seca, de 1953", ressaltou.

Ela explica ainda que a estratégia do governo do estado de São Paulo, responsável pela operação do sistema, é prolongar ao máximo a vida útil do reservatório no período chuvoso, até meados de abril, e com isso controlar a situação de 2014, até que as chuvas recomecem no final do ano.

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/7,86870,Sao-Paulo-estuda-captar-agua-do-Rio-Paraiba-do-Sul.html#ixzz2wVAQlJf8

sábado, 14 de dezembro de 2013

Dinheiro vai financiar estudos e capacitação para caso do Volta Grande IV


Publicado em 13/12/2013, às 20h24 
Última atualização em 13/12/2013, às 20h24
Volta Redonda
Parte do dinheiro arrecadado com as multas aplicadas na CSN pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente) será revertida para pagar os estudos que a Fiocruz (fundação Oswaldo Cruz) realizará com moradores do bairro Volta Grande IV. Além disso, um projeto de capacitação para servidores municipais que atuarão no caso será custeado pela mesma fonte de recursos. A informação foi passada pelo vereador José Jerônimo Telles (PSC), presidente da Comissão Especial de Acompanhamento do caso de contaminação do bairro.

Jerônimo entrega nesta segunda-feira o relatório final contendo uma descrição das ações da comissão, que teve ainda Gemilson Sukinho (PSD) como relator e Paulo Baltazar (PRB) como membro. O texto foi apresentado aos demais vereadores na última sessão da semana passada, quando os trabalhos da comissão foram oficialmente encerrados. De acordo com Jerônimo, o balanço das ações é positivo e os objetivos propostos ainda no início de abril foram cumpridos.

- Nosso foco principal sempre foram os moradores. Procuramos ouvir o que eles tinham para dizer e, como poder constituído, dar amplitude às reivindicações. Neste sentido, fomos bem sucedidos desde o início, logo após a divulgação do relatório do Inea sobre o caso - afirmou Jerônimo.

O vereador ressaltou que em um primeiro momento foi cobrada uma postura mais respeitosa da SEA (Secretaria de Estado do Ambiente), que divulgou um relatório informando sobre a contaminação do bairro em uma coletiva realizada no Rio de Janeiro, sem conhecimento dos moradores e das autoridades municipais.

- Nossa primeira atitude foi cobrar uma posição de respeito do Governo do Estado. Não podemos conceber, de forma alguma, que uma notícia de tamanha relevância seja dada sem nosso conhecimento prévio. Isso foi acatado e também serviu para estreitar os laços com a SEA e o Inea - explicou o parlamentar.

Jerônimo destacou, no entanto, que o mais surpreendente foi constatar que não havia um estudo específico sobre a relação entre a contaminação e a saúde dos moradores.

- Isso é inexplicável e era a principal reivindicação das pessoas que nos procuraram. Temos de saber de maneira minuciosa e concreta se esta contaminação afetou, afeta ou pode afetar os moradores. A partir daí outras decisões devem ser tomadas. Há dez anos houve a primeira constatação de contaminação e não é aceitável que este estudo não tenha sido feito ainda - disse.

A partir das reuniões com a Secretaria de Estado do Ambiente, ficou acertado que a Fiocruz vai realizar tais estudos, através da Escola Nacional de Saúde Pública. O primeiro passo para o estudo ser realizado foi dado, a partir da montagem de um cadastro com os moradores do bairro. O levantamento foi feito pela Secretaria Municipal de Saúde e já validado pela Fiocruz.

Com os recursos garantidos, os estudos serão realizados a partir do ano que vem, com prazo de até dois anos para serem concluídos. "Por isso, pedi aos vereadores que em dois anos retomemos nossos trabalhos de acompanhamento do caso. A partir do que apontar estes estudos os moradores podem novamente precisar de nossa atenção. Outra situação que mostramos no relatório é a necessidade de garantir os direitos coletivos e individuais dos moradores. Ao menor sinal de qualquer tipo de privação que eles eventualmente tenham, que possam reivindicar aquilo que achem de direito. Terão nosso apoio", disse Jerônimo.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,82562,Dinheiro-vai-financiar-estudos-e-capacitacao-para-caso-do-Volta-Grande-IV.html#ixzz2nRMcog1H

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Depósito de entulho na Sessenta será fechado


Publicado em 11/12/2013, às 18h46 
Última atualização em 11/12/2013, às 18h46

Paulo Dimas
Terreno que servia de depósito de entulho receberá 500 mudas de Mata Atlântica
Recuperação: Terreno que servia de depósito de entulho receberá 500 mudas de Mata Atlântica
Volta Redonda 

Após determinação do Ministério Público Estadual (MPE) e notificação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a prefeitura de Volta Redonda vai fechar amanhã (12) o depósito de entulho - construído em área de proteção ambiental - que fica na Rua Lions Club (antiga 41-C), no bairro Sessenta.

Com o objetivo de evitar que os trabalhadores do local ficassem desempregados, a Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac), por meio do Centro de Referência à Assistência Social (Cras) Monte Castelo, passou dois dias no local e cadastrou doze carroceiros, além de ajudantes e catadores de material reciclável, totalizando cerca de 20 trabalhadores.

O cadastro foi feito com o objetivo de reinseri-los, individualmente, no mercado de trabalho. Isso será feito após uma entrevista com uma psicóloga da Smac, que avaliará as habilidades de cada um e indicará uma colocação.

Segundo o secretário de Ação Comunitária, Munir Francisco, quando for necessário, os trabalhadores serão encaminhados para qualificação profissional. Munir aponta ainda que o fechamento do local foi articulado ao longo de sete meses.

- Desde maio deste ano esses trabalhadores têm frequentado reuniões na Smac para que possam conhecer a necessidade do fechamento do local por se tratar de área de proteção ambiental - explica.

A prefeitura irá adquirir dos trabalhadores as carroças e cavalos, por R$ 2,5 mil. O valor foi sugerido pelo poder público e aprovado pelos carroceiros e pelo Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS).

O Centro de Controle de Zoonoses irá fazer a análise clínica dos cavalos, que posteriormente serão encaminhados para a Fundação Beatriz Gama (FBG).
Uma equipe da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) irá limpar e capinar o local após o seu fechamento. Segundo o responsável pela pasta, Edson Carrá, o trabalho deve ser concluído em dez dias. Carrá acredita que cerca de 100 caminhões de entulho devem ser retirados do local.
Bosque
O local que se tornou depósito de entulho era originalmente um bosque e, segundo a diretora de Proteção Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), Andréia Sargento Silva, a área receberá espécies nativas para retomar as características originais.

- O bosque deve ser preservado, principalmente pela proximidade com o Rio Brandão - destaca.

Para isso, o solo será preparado para receber o projeto de recuperação ambiental elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente, que já foi enviado para análise do Inea. A pesquisa que deu origem ao projeto de recuperação foi feito pela engenheira ambiental da secretaria, Daniela Vasconcelos Vidal. Após este período uma equipe da Secretaria de Serviços Públicos auxiliará na execução do projeto de recuperação ambiental realizando o plantio das mudas.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Amaro, o local receberá aproximadamente 500 mudas do bioma Mata Atlântica, entre elas Ipê, Cedro e Paineira, sendo assim um bosque fechado de preservação ambiental. Ainda de acordo com Amaro, este é um projeto piloto, que deverá ser implantado em outras áreas degradadas de Volta Redonda.

- Estamos fazendo um levantamento de outros locais que podem estar recebendo entulho para poder resolver essa questão. Limpar esse depósito foi o primeiro passo para cuidar de outros espaços - aponta.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,82448,Deposito-de-entulho-na-Sessenta-sera-fechado.html#ixzz2nPEDj0g0

Nelson quer apoio de autoridades para reunião sobre Serra das Araras


Publicado em 29/11/2013, às 19h59 
Última atualização em 29/11/2013, às 19h59

Sul Fluminense
A Reunião Participativa para discutir o projeto de implantação de uma nova pista na Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, solicitada pelo deputado estadual Nelson Gonçalves (PSD), deverá contar com a presença de prefeitos, empresários e representantes de entidades do Sul Fluminense.
A uma semana do evento, organizado pela Comissão de Obras da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e a ANTT (Agencia Nacional de Transporte Terrestre), o parlamentar começou uma maratona de visitas a autoridades para entrega de convite oficial da reunião, que será realizada na próxima sexta-feira, dia 6, às 14 horas, no Auditório Alba Rangel, da Secretaria Municipal de Educação, na Rua Santa Helena, 22, no Niterói, em Volta Redonda.
O prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) foi um dos primeiros a receber o parlamentar. Logo depois, o deputado seguiu para a Aciap-VR (Associação Comercial Industrial e Agropastoril), de Volta Redonda. "A duplicação desta pista de subida da Serra das Araras é um desejo de todos e, uma obra como esta, precisa ser discutida e avaliada por toda a sociedade", enfatizou o deputado, lembrando que o evento terá a participação de representantes dos governos federal e estadual. "É a nossa oportunidade de discutirmos esta obra, assim como obtermos informações quanto ao prazo para a elaboração da mesma", completou Nelson Gonçalves, antecipando que esta semana, entidades como associações de taxistas e motoristas profissionais também deverão ser visitadas por ele.
Em seu discurso na Alerj, na tarde desta quinta-feira, o deputado relatou os transtornos e riscos que a rodovia oferece devido aos constantes acidentes e engarrafamentos. "Quando ocorre um acidente na descida da serra, por exemplo, ficamos pelo menos duas horas parados em um congestionamento, provocando grandes transtornos aos usuários desta pista que precisam sair de casa muito mais cedo quando há um compromisso no Rio de Janeiro", discursou o parlamentar.
Com curvas sinuosas, aliadas ao excesso de velocidade, a descida da Serra das Araras contribui para o aumento das estatísticas de acidentes nesta rodovia. "Com a construção da nova pista de descida, que será erguida paralela à pista de subida da serra, tenho a certeza de que este novo traçado será mais seguro para os motoristas", concluiu o deputado, estimando que o número de acidentes na Rodovia Presidente Dutra, trecho Sul Fluminense, ultrapassou dois mil casos registrados somente neste ano.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,81933,Nelson-quer-apoio-de-autoridades-para-reuniao-sobre-Serra-das-Araras.html#ixzz2nPE3t51z

Eletronuclear faz sobrevoo para mostrar espuma avermelhada no mar de Angra

Eletronuclear faz sobrevoo para mostrar espuma avermelhada no mar de Angra
Publicado em 09/12/2013, às 15h47 
Última atualização em 09/12/2013, às 15h47

 



Dicler de Mello e Souza
Angra dos Reis
A Eletronuclear divulgou recentemente uma nota e um vídeo do sobrevoo realizado pela subsidiária por meio de helicóptero, pelo mar de Angra dos Reis até Ubatuba (SP). A intenção foi tentar identificar a origem do surgimento há mais de três meses, do volume anormal de uma espuma avermelhada que vem preocupando os moradores da Costa Verde.
"Foi uma maneira de tranquilizar a população", diz a nota.
A Eletronuclear afirma que foi verificada a existência de manchas vermelhas de grande extensão, oriundas do alto mar e sendo deslocadas pelo movimento das marés e ventos para o interior da Baía da Ilha Grande. Essas manchas são agrupamentos de microalgas marinhas, ainda vivas.
Pela explicação do órgão, a medida em que essas microalgas avançam para o interior da Baía vão morrendo por ausência de nutrientes e liberando proteínas e gorduras que formam um "caldo orgânico". Com a movimentação das ondas e do vento, esse "caldo" transforma-se em espuma.
A Eletronuclear comunicou o fenômeno ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e volta a afirmar que a origem da formação de espumas não tem relação com a operação das usinas nucleares - em funcionamento há mais de 30 anos sem qualquer ocorrência semelhante.
O próprio laudo preliminar do Inea divulgado na semana passada revelou que a espuma concentrada entre Angra dos Reis e Paraty é matéria orgânica em decomposição. O fenômeno pode estar associado à floração de algas ao logo da baía da Ilha Grande.
Segundo a Eletronuclear, as análises feitas pelo instituto não apontam a presença de produtos utilizados pela empresa. O superintendente do Inea de Angra dos Reis, Júlio César Avelar, confirmou nesta segunda-feira, que a usina nuclear não é a geradora da espuma.
Ele foi informado pela delegada Polícia Federal de Angra dos Reis, Gladys Regina Vieira, que ela ia instaura inquérito para apurar a causa e saber se está ocorrendo um crime ambiental. 


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,82332,Eletronuclear-faz-sobrevoo-para-mostrar-espuma-avermelhada-no-mar-de-Angra.html#ixzz2nP8BhsDp

domingo, 27 de outubro de 2013

Vereador defende retomada do movimento contra a transposição do Rio Paraíba


Publicado em 18/10/2013, às 20h19 
Última atualização em 18/10/2013, às 20h19

Resende
Em pronunciamento ocorrido numa das sessões da Câmara Municipal deste mês, o líder da bancada do PDT, vereador Pedra, defendeu uma nova mobilização entre todos os parlamentares contra a proposta do Governo do Estado de São Paulo visando à transposição do Rio Paraíba do Sul. Numa reunião ocorrida nesta quarta-feira, dia 16, no Rio, Pedra solicitou também o apoio do deputado Luís Martins (PDT) à esta mobilização.
Falando da tribuna da Câmara, Pedra declarou ter obtido informações de que as conversas sobre esse assunto, por parte das autoridades paulistas, começam a ganhar força novamente, principalmente pelo fato de que, no próximo ano, vão ser eleitos os novos deputados e federais e senadores, aos quais caberia debater e deliberar o tema no Congresso Nacional.
No final de setembro deste ano, Pedra se reuniu em São José dos Campos com a vereadora daquela cidade, Renata Paiva (DEM), líder do Movimento Suprapartidário em Defesa da Bacia do Rio Paraíba do Sul. No encontro, a vereadora paulista informou ao vereador de Resende que "já existem sinais de que a proposta sobre a transposição do manancial poderá voltar à pauta de discussões com a proximidade do ano eleitoral".
- A transposição do Rio Paraíba do Sul pode gerar transtornos gravíssimos à população do estado do Rio de Janeiro, entre eles a redução da vazão de água no território fluminense, motivo pelo qual o tema precisa passar por um debate bastante aprofundado, envolvendo autoridades da área ambiental, entidades não governamentais, autoridades públicas dos municípios banhados pelo manancial e principalmente a população destas cidades. Portanto, considero de extrema necessidade que a Câmara Municipal de Resende fique atenta - disse o vereador.
Segundo Pedra, caso a proposta de transposição se torne uma realidade, essa medida fará com que as cidades do estado do Rio de Janeiro, entre elas Resende, sejam afetadas com a redução de 15 milhões de litros de água por segundo. Ele declarou ainda que, na verdade, "toda a bacia do Rio Paraíba do Sul poderá ser prejudicada, daí a importância da retomada do movimento contra a transposição".

‘Recursos hídricos'
As discussões em torno da transposição do Rio Paraíba do Sul tiveram início durante a gestão do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sob a alegação de que o desvio das águas na cidade de Jacareí, próximo a São José dos Campos,  visava reforçar a demanda por recursos hídricos na região metropolitana da capital paulista.
Durante a legislatura passada (2009-2012), quando exerceu seu terceiro mandato seguido de vereador em Resende, Pedra participou ativamente do movimento de vereadores fluminenses e paulistas contrários à transposição, tendo representado o município no Fórum Regional em Defesa da Bacia do Rio Paraíba do Sul, realizado em novembro de 2009, na Câmara Municipal de São José dos Campos. A região sul fluminense esteve representada também pelo então bispo da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, dom João Maria Messi. O encontro reuniu cerca de 500 pessoas.
Com 1.137 quilômetros, o Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina (São Paulo), através do encontro dos rios Paraibuna e Paraitinga, desembocando no oceano Atlântico, em São João da Barra, município situado na região Norte do estado do Rio de Janeiro. Responsável pelo abastecimento de aproximadamente 15 milhões de pessoas, o manancial corta 184 cidades dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, sendo 57 no Rio de Janeiro, 88 em Minas e 39 no território de São Paulo.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/15,80087,Vereador-defende-retomada-do-movimento-contra-a-transposi%E7%E3o-do-Rio-Para%EDba.html#ixzz2ixzYZHXg

Lagoas são aterradas para dar lugar a terrenos destinados a empresas


Publicado em 21/10/2013, às 20h26 
Última atualização em 21/10/2013, às 20h29


Google Earth
Em 2003, terreno próximo à Rodovia Presidente Dutra tinha lagoas
Antes: Em 2003, terreno próximo à Rodovia Presidente Dutra tinha lagoas


Google Earth
Em 2010, local foi aterrado para a implantação de empresa
Depois: Em 2010, local foi aterrado para a implantação de empresa

Itatiaia
Lagoas existentes em terrenos de Itatiaia podem estar sendo aterradas para dar lugar a empresas. Uma delas ficava onde hoje se encontra o centro de logística da Procter&Gamble. Uma foto do Google Earth de 2 de julho de 2003 mostra uma lagoa maior e outras, menores, distribuídas em um terreno. A imagem do Google Earth datada de 2010 mostra o centro de logística instalado exatamente no mesmo local. As lagoas desapareceram.
Outra denúncia, com o mesmo conteúdo, se refere a um terreno próximo à antiga Xerox, em Itatiaia. Neste, em vez de uma, pelo menos dez lagoas desapareceram. A área, segundo informações, estaria sendo considerada pelo governo estadual para receber uma indústria de grande porte. Assim como no caso da Procter&Gamble, as imagens de Google Earth do local são datadas de 2003 e 2010.
Sobre o terreno próximo à Xerox paira ainda outra suspeita: ele teria sido usado pela empresa para descarte de cartuchos de toner de copiadoras. Esses cartuchos continham selênio. Se a suspeita for verdadeira, o terreno pode estar contaminado com esse elemento, que pertence à classe dos ametais e é potencialmente danoso para o meio ambiente.
As lagoas

Google Earth
Terreno próximo à Xerox tinha cerca de dez lagoas
Em 2003: Terreno próximo à Xerox tinha cerca de dez lagoas


Google Earth
Lagoas desaparecem do terreno
Em 2010: Lagoas desaparecem do terreno

O caso das lagoas de Itatiaia tem um paralelo na lagoa da Turfeira, em Resende, próxima ao terreno onde será instalada a montadora da Nissan. Organizações ambientalistas pediram proteção para a lagoa, considerada um importante local de observação de pássaros.
Diferente das lagoas de Itatiaia, porém, a Turfeira nunca chegou a ser aterrada. O local onde a Nissan vai funcionar fica apenas próximo dela.
No caso da Turfeira, a Nissan, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, o governo do Estado do Rio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) firmaram um termo de Ajuste de Conduta (TAC).
O documento prevê que a Nissan será responsável por subsidiar recursos para a criação de uma unidade de conservação na região circunvizinha à área da empresa, com o objetivo de preservar a Lagoa da Turfeira e eventuais áreas úmidas associadas.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/15,80184,Lagoas-s%E3o-aterradas-para-dar-lugar-a-terrenos-destinados-a-empresas.html#ixzz2ixzFkb9D

Comissão ambiental e MEP pedem audiência sobre transposição do Rio

Comissão ambiental e MEP pedem audiência sobre transposição do Rio
Publicado em 24/10/2013, às 21h11 
Última atualização em 24/10/2013, às 21h11


Zezinho e Dom João Maria Messi discutem medidas de proteção ambiental
Debate: Zezinho e Dom João Maria Messi discutem medidas de proteção ambiental

Volta Redonda
Foi realizada na manhã de hoje (24) uma reunião na sede do MEP (Movimento Ética na Política), visando tratar da preservação do Rio Paraíba do Sul e a situação envolvendo o bairro Volta Grande IV. A reunião coordenada pelos representantes da Comissão Ambiental Sul, Délio Guerra e pelo secretário do MEP, José Maria da Silva, o Zezinho, teve como foco a transposição do Paraíba e contou com a presença de representantes de universidades e de ONGs de proteção ambiental.
Na reunião foi apresentada a atual situação do projeto de transposição, que foi realizado pelo governo paulista em 2008, e retirado de pauta em 2011 por força das pressões políticas e judiciais. Porém a pauta voltou a ser cogitada no inicio de outubro deste ano.
De acordo com o professor Délio Guerra, que durante o Encontro Nacional de Comitês de Bacias em Porto Alegre, no início do mês, informou o fato da volta do projeto para transposição do Paraíba e teve apoio dos sete Comitês de Bacia Hidrográficas do Estado Rio, e dos Comitês do Vale Paraíba Paulista. Ele ainda ressaltou que durante o encontro foi conseguida uma moção da ANA (Agencia Nacional de Água).
- Na ocasião nos articulamos e elaboramos uma moção à ANA para que tomasse pé do assunto, e reforçamos a importância das movimentações, como as ocorridas em 2009/2010 - disse.
Segundo Zezinho, após o debate e esclarecimentos sobre os fatos o grupo chegou ao consenso de que o Governo Paulista não esta respeitando as normas federativas no que tange ao direito e uso da água, no caso, também não fizeram consultas à ANA. Ela ainda ressaltou que o fato de não envolverem os estados do Rio e Minas no processo'.
Zezinho sugeriu ainda solicitar urgentemente uma audiência com o MPF (Ministério Público Federal).
- Queremos que o uma audiência com o MPF para que retomemos a ação impetrada em 2009 pela Comissão Ambiental, à época representada pelo então bispo D. João Maria Messi, hoje emérito - disse.
Indicativo de Plenária Pública na UFF-Aterrado em novembro.
Acadêmicos da UFF (Universidade Federal Fluminense), presente ao encontro se propuseram a agendar a Sala de Debates da UFF - Aterrado para a realização de uma Plenária Ampliada sobre o tema com data prevista para o início de novembro. Para a plenária ainda serão convidados os movimentos do Vale Paraíba, deputados, vereadores, prefeitos, secretários de estado, ambientalistas para participarem do encontro.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,80319,Comissao-ambiental-e-MEP-pedem-audiencia-sobre-transposicao-do-Rio.html#ixzz2ixywYYox

Descarte incorreto prejudica reciclagem na região

Descarte incorreto prejudica reciclagem na região
Publicado em 26/10/2013, às 18h24 
Última atualização em 26/10/2013, às 18h24


JM Coelho
Até 30% do material enviado às cooperativas de catadores não pode ser reaproveitado
Inadequados: Até 30% do material enviado às cooperativas de catadores não pode ser reaproveitado

Júlio Amaral

jamaral@diariodovale.com.br 

Volta Redonda e Barra Mansa

Mesmo com um programa de coleta seletiva, Barra Mansa e Volta Redonda ainda sofrem com o descarte irregular do lixo. Segundo cooperativas de reciclagem das duas cidades, ainda é comum as pessoas misturarem junto ao material reciclável, resíduos não recicláveis e até orgânicos - como restos de comida -, o que pode causar a contaminação e a perda de até 30% do material recolhido.
- Muitas pessoas ainda mandam material reciclado com alguns produtos como: material orgânico ou lixo orgânico. É comum recebermos dentro do saco de material reciclado, restos de comida, papel higiênico, seringa descartável, roupa velha, pano, sapato e até fezes de animais que geralmente vêm dentro do saco de rações - disse Euvaldo Luiz Santana, presidente de uma cooperativa de catadores de Volta Redonda.
Ainda de acordo com Euvaldo, além de ser um risco para a saúde dos trabalhadores, o descarte inadequado dificulta o processo de triagem e separação do lixo.
- Este material de lixo orgânico atrasa a reciclagem durante a realização da triagem, e durante a passagem do material pela esteira, criam mau cheiro, já que alguns materiais se encontram em estado de decomposição - contou.
Ele explica que para evitar contaminação e acidentes, os funcionários precisam utilizar luvas e botas para manusear os resíduos, e ressaltou que até vacinas com doses de vacinas antitetânicas e hepatite B são disponibilizadas aos trabalhadores. Para esclarecer e informar a população sobre a importância da separação dos materiais recicláveis, Euvaldo lembrou que um panfleto é distribuído.
- Acredito que a população tem que se conscientizar mais sobre quais os materiais devem ser reciclados antes de serem levados para a coleta - opinou.

Nove toneladas vão para o lixo comum
Já em Barra Mansa, segundo o engenheiro Sérgio Antônio da Silva, responsável pelo programa de coleta seletiva no município, mesmo após campanhas conscientizando a população sobre a importância da separação do lixo, ainda é possível encontrar alguns objetos juntos dos recicláveis. São pacotes de biscoito, madeira, borrachas, roupas velhas, calçados, restos de comida e até fezes.
- De certa forma este tipo de material ao se misturar com a reciclagem atrapalha o trabalho de triagem feito nas cooperativas de catadores, que em Barra Mansa é realizado pela Coopcat (Cooperativa Mista dos Catadores de Materiais Recicláveis de Barra Mansa). Contaminam alguns materiais como papel, papelão, e, no caso das fezes, e papel higiênico, acabam contaminando todo o material que veio junto durante a triagem. Outro prejuízo é que como a triagem é feita de forma manual, pode trazer doenças aos funcionários - destacou.
Sérgio disse que em torno de 10% a 15% do material recebido para coleta é rejeito, ou seja, resíduos que ainda não há uma tecnologia ou viabilidade econômica para o seu reaproveitamento ou reciclagem.
- Atualmente a cooperativa recebe em torno de 90 toneladas de lixo através da coleta seletiva, onde nove toneladas, é rejeito voltando para a CTR (Centro de Tratamento de Resíduos) como lixo comum. Creio que ainda é preciso melhorar a participação da população, pois hoje apesar de recolhermos lixo reciclado em 28 bairros de Barra Mansa, ainda tem bairros onde os caminhões de coleta não voltam cheios, pois os moradores preferem descartar o material reciclado junto ao lixo comum - afirmou.
Com o objetivo de alertar e ao mesmo tempo orientar a população, a prefeitura de Barra Mansa tem desenvolvido um trabalho de educação ambiental que consiste em visitas domiciliares em bairros onde a coleta seletiva já atua. Distribuição de folhetos e imãs de geladeiras informando os dias de coleta e o que deve ser reciclado também são entregue aos moradores.

Como separar o lixo corretamente
Muitas pessoas ainda têm dúvidas na hora de colocar os materiais nas lixeiras de coleta seletiva. O analista ambiental do Inea (Instituto estadual do ambiente), José Mauro Lima, ensina como separar cada material e destiná-los corretamente.
Segundo ele, o material orgânico ou resido úmido como restos de comida, guardanapos sujos, papeis engordurados, algodão, fraldas descartáveis e absorventes devem ser descartável no lixo comum. Já latas, copos descartáveis, papel de bombom, papel de chicletes, embalagens tetra Pack (comuns em caixas de leite e sucos), garrafas pet e sacolas plásticas rasgadas podem ser recicladas e, por isto, devem ser jogadas em recipientes especiais, onde é aconselhável retirar o excesso antes de descartá-lo para a reciclagem. No caso do vidro, como as garrafas pet, José Mauro chama a atenção para embalá-los primeiramente em caixas de papelão e depois colocá-los em um local exclusivo para vidros, evitando com isso acidentes com os coletores.
O especialista ensina também que no caso de vasilhas de alumínio, latas, tampinhas de iogurte e de garrafas, separá-los em outro recipiente exclusivo para alumínio. 


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,80403,Descarte-incorreto-prejudica-reciclagem-na-regiao.html#ixzz2ixydg765

domingo, 13 de outubro de 2013

Audiência Pública vai debater impactos ambientais da instalação da Nissan


Audiência Pública vai debater impactos ambientais da instalação da Nissan
Publicado em 13/10/2013, às 16h40 
Última atualização em 13/10/2013, às 16h39


Divulgação
Audiência Pública vai discutir, nesta segunda, impactos ambientais da futura fábrica da Nissan
Discussão: Audiência Pública vai discutir, nesta segunda, impactos ambientais da futura fábrica da Nissan

Resende
Será realizada nesta segunda-feira (14) uma audiência pública para debater os impactos ambientais para a Lagoa de Turfeira e seu entorno, decorrentes da implantação do empreendimento da Nissan do Brasil na área. O evento irá divulgar o estágio atual do inquérito civil público do Ministério Público Federal (MPF) que apura a regularidade do licenciamento ambiental da empresa e busca reparação de eventuais danos ambientais na região.
A audiência, que foi convocada pela procuradora da República Izabella Brant, vai debater também a necessidade de assegurar a efetiva proteção da área de entorno da Lagoa da Turfeira, bem com da biodiversidade local, mediante a criação de uma Unidade de Conservação.
Para garantir a preservação da área, a Nissan, o MPF, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, o governo do estado do Rio, o Instituto Estadual do Ambienta (Inea) e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) vêm discutindo a celebração de um Termo de Compromisso e Ajustamento de conduta (TAC).
A assessoria de imprensa da montadora informou através de nota que a empresa se posiciona a favor das ações para a preservação da Lagoa da Turfeira, mas preferiu não se posicionar ante da realização da audiência.
"A Nissan do Brasil apoia ações que visem a tornar público o debate sobre a preservação da Lagoa da Turfeira, mas não comenta audiências públicas antes que elas aconteçam", informou a nota.
A audiência contará ainda com a presença de convidados como os representantes do estado do Rio, do Inea, da Codin, da Nissan, membros e corpo técnico do MPF e do MP Estadual, além de representantes do poder público, de associações e entidades civis. Os moradores que participarem da audiência também poderão participar.
A audiência pública será no auditório do Espaço Z, localizado na Avenida Gustavo Jardim, ao lado da Rodoviária Velha, no Centro de Resende.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/2,79845,Audiencia-Publica-vai-debater-impactos-ambientais-da-instalacao-da-Nissan.html#ixzz2heOC6HyR

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Preservação do Rio Paraíba do Sul mobiliza manifestantes em Volta Redonda


Preservação do Rio Paraíba do Sul mobiliza manifestantes em Volta Redonda
Publicado em 23/09/2013, às 12h03 
Última atualização em 23/09/2013, às 16h33


Jair de Assis

Volta Redonda
Cerca de dez pessoas participaram, na manhã de hoje (23), de uma ação para preservação do Rio Paraíba do Sul na Ponte Pequetito Amorim, que liga os bairros Niterói e Aterrado, em Volta Redonda. Entre os manifestantes estavam representantes do MEP (Movimento Ética na Política) e da ONG Educa Mata Atlântica. Durante a mobilização eles abordaram pessoas que passavam pelo local e apontavam a importância do rio e os problemas por ele enfrentados.
De acordo com o participante do movimento José Maria, a data foi definida por se tratar do início da primavera. Ele destacou que 90% da mata ciliar do Rio Paraíba do Sul está destruída e ressaltou a importância de a população estar consciente.
- Nós aproveitamos que hoje é o início da primavera para realizar a ação de preservação do Paraíba, pois ele é de suma importância para a nossa vida. Atualmente apenas 10 % da mata ciliar do rio está preservada, sendo que não vemos ninguém tomar uma atitude para a conservação da mesma - apontou.
José ainda apontou que apesar de ser responsável pelo abastecimento da região Metropolitana do Rio e de mais de nove milhões de pessoas a situação dos esgotos in natura despejados no Paraíba são alarmantes. Ele comenta que a parte tratada do esgoto não é o mínimo do que se espera.
- O Paraíba é um rio federal que corta não só o Rio de Janeiro, mas também mais dois estados (São Paulo e Minas Gerais) e mesmo assim apenas 10% do esgoto que é despejado nele é tratado e isso é preocupante. O rio está contaminado com metais pesados, fertilizantes, detergentes e esgoto doméstico e industrial, são mais de 8.500 indústrias que ficam a margem do Paraíba. Tem que pensar que ele é responsável por abastecer mais de 9 milhões de residências e por isso é importante alertar a população - disse.
A ambientalista Rita de Souzza da ONG Educa Mata Atlântica explicou que essa é apenas a primeira de muitas ações que serão realizadas em Volta Redonda para a conscientização dos moradores. Ela destacou que mensalmente escolheram uma ponte do município para realizar a ação.
- A gente pretende levar a informação à população para ela mesma poder cuidar cada vez mais do rio Paraíba do Sul, que é um bem comum de todos os moradores daqui. É nossa obrigação fiscalizar o governo, pois ele tem que prestar contas do que esta fazendo para melhorar a situação do rio. Além disso, nós temos que melhorar a questão da educação ambiental tendo em vista o futuro do rio - falou.
Rita ressaltou que as ações não podem se restringir ao Paraíba e apontou que atualmente a cidade não está realizando o plano de resíduos sólidos que é exigido pelo governo federal. Ela comenta que as remediações do antigo lixão não estão acontecendo, o que pode prejudicar o município.
- Eu tenho que Volta Redonda ainda não está respeitando totalmente a lei de resíduos sólidos, pois não estão sendo realizadas as remediações do lixão de uma maneira efetiva. Outro ponto é que os equipamentos ainda não estão funcionando e isso é algo que prejudica a cidade - finalizou.
Moradores elogiam campanha
Os moradores de Volta Redonda que passavam pela Ponte no momento da manifestação elogiaram a ação. O idoso Alcino Ferreira citou que o rio é muito importante e por isso temos que cuidar dele para o futuro. Ele ainda ressaltou que a situação atual é tão crítica no Paraíba do Sul que pode ser encontrado qualquer tipo de coisa no rio, até mesmo cadáveres.
- Eu acho bom esse movimento, porque a gente depende do Paraíba para tomar banho, beber água e outras coisas. Hoje você acha tudo que é tipo de coisa no rio, sofá, cama, carro, bicicleta e até mesmo corpo eu já vi tirar daqui - contou.
A técnica em enfermagem Cecilia Teodoro também elogiou a ação que foi realizada na ponte Pequetito Amorim. Ela citou que se todos não passarem a realizar ações a situação ficará insustentável em pouco tempo.
- Foi uma novidade esse tipo de ação aqui, mas e preciso conservar, pois meus filhos e netos também vão precisar do Paraíba para sobreviver e se não fizermos nada a situação vai ficar bem difícil - finalizou


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,79023,Preservacao-do-Rio-Paraiba-do-Sul-mobiliza-manifestantes-em-Volta-Redonda.html#mais#ixzz2fu5y1zMT

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Volta Redonda realiza Conferência Municipal do Meio Ambiente


Volta Redonda

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Volta Redonda realizou no fim de semana a III Conferência Municipal do Meio Ambiente, etapa preparatória para a IV Conferência Nacional do Meio Ambiente, que este ano tem como tema "Vamos Cuidar do Brasil - Políticas Públicas para os Resíduos Sólidos".

Durante os dois dias do evento, sexta-feira e sábado, foram realizados debates, palestras e a eleição dos delegados representantes de Volta Redonda para as Conferências Estadual e Nacional e dos membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema).

Na mesa de abertura do evento na noite de sexta-feira, no auditório da Universidade Geraldo di Biasi (UGB) estiveram o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Amaro Chicarino, Hélio Ricardo, assessor da secretária municipal de Meio Ambiente e presidente da Conferência, Felipe Sardella - chefe de área do Instituto Chico Mendes, José Mauro Lima da Silva, Analista do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Glória Amorim, secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres e o secretário municipal de Planejamento, Lincoln Botelho.

O evento começou com a leitura do regimento interno  da Conferência que foi aprovado por todos os participantes sem ressalvas.  Em seguida, o palestrante Lincoln Botelho falou sobre o Plano Municipal de Resíduos Sólidos, Saneamento e Drenagem Urbana.

No sábado, os participantes assistiram as palestras de Lúcia Collaço do Instituto Estadual do Ambiente sobre Coleta Seletiva, Reciclagem e Geração de Trabalho e Renda, Ronaldo Figueró Portela Pereira, Doutor em Ecologia, que falou sobre Educação Ambiental e Sustentabilidade.  Além da explanação sobre o tema Implantação e Operações de Aterros Sanitários feita por Marcelo Ricardo da Silva, gerente de operações do Centro de Tratamento de Resíduos de Barra Mansa.

Após as palestras, já no início da tarde, houve debates com a divisão dos grupos e temática, plenária com a apresentação dos trabalhos dos grupos temáticos, eleição dos delegados das próximas conferências e membros do Comdema.

A etapa preparatória municipal também focou o tema "Vamos Cuidar de Volta Redonda" na política de resíduos sólidos, além de temas como "produção e consumo sustentável, redução dos impactos ambientais, geração de trabalho, emprego e renda, educação ambiental".

A conferência teve também a participação de representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Serviços Públicos, Saúde, Planejamento, do Saae-VR (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Volta Redonda), Câmara Municipal, FAM (Federação das Associações de Moradores), CSN, OAB-VR, Comissão Ambiental Sul, movimentos organizados da juventude, e representantes de duas instituições de ensino superior. Os resultados finais da conferência serão enviados à SEA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) e ao Ministério do Meio Ambiente.

O secretário de Meio Ambiente, Carlos Amaro Chicarino, frisou que o tema sobre os Resíduos Sólidos foi amplamente discutido durante a conferência. "Todos nós temos que colaborar para cuidar de Volta Redonda. As nossas discussões serão levadas as conferências estadual e nacional, por isso, é importante que a gente saia daqui com uma proposta boa para a questão do lixo", disse Amaro



Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,77465,Volta-Redonda-realiza-Conferencia-Municipal-do-Meio-Ambiente.html#ixzz2bkimW2rF

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Barra Mansa terá nova empresa de coleta de lixo


A partir de amanhã (1), o serviço de coleta de lixo em Barra Mansa será realizado por uma nova empresa, a KAT Rio Serviços Ambientais. Segundo a prefeitura, o contrato com a Vega - antiga responsável pelo serviço - foi rescindido hoje (31) após a empresa exigir reajuste dos valores recebidos por tonelada de lixo.

De acordo com o diretor executivo do Saae-BM (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), Horácio Delgado, o novo contrato vai permitir uma economia de aproximadamente 35% - ou cerca de R$ 1 milhão de reais - apenas em 2013. Ele também afirmou que a rescisão de contrato foi realizada de forma amigável.

- A Vega solicitou reequilíbrio econômico-financeiro de 35% no valor do contrato, e não foi possível conceder esse aumento. O contrato foi rescindido de forma amigável e a empresa abriu mão de receber os resíduos dos valores do contrato - explicou.

Segundo o diretor, o órgão pagava à Vega R$ 96,15 por tonelada de lixo recolhido, enquanto que o valor cobrado pela nova empresa será de R$ 92,97. Ele também afirmou que foram realizadas diversas cotações antes de assinar o contrato com a KAT Rio.

- Antes de firmarmos o contrato, fizemos várias cotações e o menor preço apresentado foi desta empresa - disse.

Horácio contou que a prestadora de serviços atende atualmente à prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro, e à Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), tendo sede em Niterói.

O diretor executivo ainda informou que a empresa vai atuar em caráter emergencial, de até seis meses, até que seja realizada uma licitação - que já está sendo preparada.

- O prazo máximo deste contrato é de seis meses. Paralelo a isso, abrimos processo licitatório e, assim que tivermos a autorização do Tribunal de Contas do Estado, faremos a licitação. Depois deste processo concluído, entrará a nova empresa vencedora da licitação e rescindiremos o contrato com a KAT - explicou.

Horácio finalizou afirmando que as rotas e horários de coleta de lixo urbano serão mantidos em todos os bairros e distritos do município, e que não são esperados transtornos durante a transição.

- Durante esse período de transição pedimos a compreensão da população, por se tratar de uma fase de adaptação. Esperamos o mínimo de transtorno, mas podemos ter eventuais atrasos na coleta nesse período - ressaltou.



Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,77038,Barra-Mansa-tera-nova-empresa-de-coleta-de-lixo.html#ixzz2aiP4cxpO

domingo, 7 de julho de 2013

Cidades atuam para coibir crimes ambientais

Cidades atuam para coibir crimes ambientais
Publicado em 06/07/2013,
Júlio Amaral
Ilegal: Pássaros foram aprendidos na última operação da Guarda Ambiental, em Barra Mansa

Júlio Amaral
jamaral@diariodovale.com.br
Sul Fluminense

Anualmente, cerca de 38 milhões de animais são retirados dos seus habitats no Brasil, todos os anos, para abastecer o mercado ilegal de animais silvestres. Os números fazem parte da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). Na região, os municípios vêm promovendo ações preventivas e projetos para inibir esse tipo de crime.

Em três das maiores cidades do Sul Fluminense - Volta Redonda, Barra Mansa e Resende -, 90% das ações de apreensões de animais silvestres são realizadas graças a denúncias.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Volta Redonda, Carlos Amaro, as denúncias não são muito frequentes no município (foram apenas dez este ano), mas uma equipe é logo deslocada quando elas chegam.

- Recebemos poucas denúncias sobre cativeiros ilegais e vendas de animais silvestres, a maior parte das queixas que chega à secretaria é sobre caçadores de aves - contou, lembrando que na maioria das vezes eles atuam em áreas como Belmonte, Fazenda do Ingá e no Roma. Nenhum caçador foi encontrado nos locais das denúncias este ano.
Amaro explicou que os animais em cativeiro são encaminhados primeiramente ao Zoológico Municipal para avaliação veterinária, e depois disso são enviados ao Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), em Seropédica, na Baixada Fluminense.

Barra Mansa

Se em Volta Redonda não houve apreensões, em Barra Mansa a fiscalização ambiental conseguiu resgatar 64 animais nos primeiros meses de 2013.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adaucto Siqueira, o combate ao comércio ilegal de animais é realizado diariamente, onde em 80% dos casos são de apreensões derivadas de denúncias, e o restante por meio de rondas rotineiras.

Ele explica que os locais de atuação são bem diversificados, mas elegem os bairros Vista Alegre, Cotiara, Ano Bom e Nova Esperança como os mais visados.

Ainda de acordo com Adaucto, cerca de 90% das apreensões são de pássaros, mas também são encontrados animais como pacas, jabutis, bichos preguiça e micos. Só neste ano, foram apreendidos 54 pássaros de diferentes espécies, como trinca-ferro, canários da terra, pixanxão, azulão, tico-tico, um tucano e uma coruja, além de tartarugas, jabutis, uma paca - que foi atingida por um tiro, um bicho preguiça e um mico.

- A grande maioria desses animais é apreendida em cativeiros clandestinos e em locais inadequados para a sua sobrevivência. Também chegam até nós algumas denúncias de caçadores. No momento estamos investigando algumas delas para realizarmos possíveis operações - disse Adaucto.

Além dos animais, gaiolas, armadilhas e até armas também são apreendidas pela equipe da secretaria.

De acordo com a coordenação da Gerência de Fiscalização Ambiental, os animais apreendidos em Barra Mansa seguem o mesmo caminho dos encontrados em Volta Redonda. Eles são encaminhados ao Cetas, enquanto que os feridos são levados para o Zoológico de Volta Redonda para serem tratados e recuperados antes de serem mandados para Seropédica.

Resende

Em Resende, o combate aos crimes ambientais é realizado pela Agência de Meio Ambiente de Resende (Amar), que conta com o apoio do grupamento ambiental da Guarda Municipal, sediado na área de proteção da Serrinha do Alambari, próximo a Penedo (distrito de Itatiaia).

De acordo com o chefe de fiscalização ambiental da Amar, Sandro Lima Maciel, áreas periféricas como a região da Grande Alegria são locais de maior incidência de denúncias, além de áreas de proteção ambiental como as da Serrinha e Mantiqueira, comum pela atividade de palmiteiros e caçadores.

Sandro estima que cerca de 80% das apreensões são feitas a partir de denúncias, enquanto os outros 20% estão relacionados à demanda espontânea, como entrega voluntária de animais feridos - na maioria, pássaros.

- Até o momento, cerca de dez pássaros foram apreendidos este ano, sendo que duas maritacas foram para centros de triagens e cinco coleiros foram soltos na natureza no mês passado - disse Sandro.

De acordo com o chefe de fiscalização ambiental, as operações de grande envergadura que a Amar realizava junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estão suspensas temporariamente, enquanto não for normalizada a situação nos centros de triagens - que se encontram lotados.

No entanto, ele garante que as denúncias que chegam até eles são verificadas e, quando encontrados, os animais são apreendidos.

- No caso das pessoas que detém este animal de forma ilegal é cobrada uma multa no valor de R$ 500 por cada um. Como o Centro de Triagem em Seropédica está lotado, os animais retidos em Resende estão sendo encaminhados para o Cetas de Lorena (SP), que também passa pelo mesmo problema, mas em menor intensidade - falou, completando: - Para tentar amenizar este problema, mandamos algumas espécies para o Zoo de Volta Redonda, com quem mantemos uma parceria - disse Sandro.

Ele encerra destacando que as ocorrências envolvendo mamíferos e o combate a caçadores são feitas em conjunto com o Grupamento Ambiental, a Polícia Florestal e o Ibama. Já as denúncias a respeito de armas de fogo, apreensão e averiguação ficam por conta da Polícia Florestal.



Tráfico de animais, um crime lucrativo

São espécimes da fauna silvestre todas aquelas pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro ou em águas jurisdicionais brasileiras.

Essas espécies sofrem com as investidas do tráfico de animais silvestres, uma prática de comércio ilegal. Em todo o mundo, estima-se que o tráfico de animais silvestres movimente mais de dez bilhões de dólares, perdendo somente para o tráfico de drogas e de armas.

No Brasil, este tipo de crime é a terceira maior atividade criminosa, movimentando aproximadamente cerca de 1,5 bilhão de dólares ao ano, cerca de 10% e 15 % de todo o comércio mundial. O tráfico ameaça as espécies, sobretudo, que já se encontram em ameaça de extinção. A maioria desses animais capturados é proveniente da Mata Atlântica, de onde são enviadas para o Rio ou São Paulo e vendidos em feiras livres ou lojas especializadas, ou então exportados ilegalmente para os Estados Unidos, alguns países da Europa e o Japão. Cerca de 60% do total capturado, porém, é destinado ao mercado interno, abastecendo principalmente colecionadores particulares ou zoológicos clandestinos. A lógica do tráfico é cruel: quanto maior o risco de extinção, maior o valor do animal.



Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,75951,Cidades-atuam-para-coibir-crimes-ambientais.html#ixzz2YMFbLkLN