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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Depósito de entulho na Sessenta será fechado


Publicado em 11/12/2013, às 18h46 
Última atualização em 11/12/2013, às 18h46

Paulo Dimas
Terreno que servia de depósito de entulho receberá 500 mudas de Mata Atlântica
Recuperação: Terreno que servia de depósito de entulho receberá 500 mudas de Mata Atlântica
Volta Redonda 

Após determinação do Ministério Público Estadual (MPE) e notificação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a prefeitura de Volta Redonda vai fechar amanhã (12) o depósito de entulho - construído em área de proteção ambiental - que fica na Rua Lions Club (antiga 41-C), no bairro Sessenta.

Com o objetivo de evitar que os trabalhadores do local ficassem desempregados, a Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac), por meio do Centro de Referência à Assistência Social (Cras) Monte Castelo, passou dois dias no local e cadastrou doze carroceiros, além de ajudantes e catadores de material reciclável, totalizando cerca de 20 trabalhadores.

O cadastro foi feito com o objetivo de reinseri-los, individualmente, no mercado de trabalho. Isso será feito após uma entrevista com uma psicóloga da Smac, que avaliará as habilidades de cada um e indicará uma colocação.

Segundo o secretário de Ação Comunitária, Munir Francisco, quando for necessário, os trabalhadores serão encaminhados para qualificação profissional. Munir aponta ainda que o fechamento do local foi articulado ao longo de sete meses.

- Desde maio deste ano esses trabalhadores têm frequentado reuniões na Smac para que possam conhecer a necessidade do fechamento do local por se tratar de área de proteção ambiental - explica.

A prefeitura irá adquirir dos trabalhadores as carroças e cavalos, por R$ 2,5 mil. O valor foi sugerido pelo poder público e aprovado pelos carroceiros e pelo Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS).

O Centro de Controle de Zoonoses irá fazer a análise clínica dos cavalos, que posteriormente serão encaminhados para a Fundação Beatriz Gama (FBG).
Uma equipe da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP) irá limpar e capinar o local após o seu fechamento. Segundo o responsável pela pasta, Edson Carrá, o trabalho deve ser concluído em dez dias. Carrá acredita que cerca de 100 caminhões de entulho devem ser retirados do local.
Bosque
O local que se tornou depósito de entulho era originalmente um bosque e, segundo a diretora de Proteção Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), Andréia Sargento Silva, a área receberá espécies nativas para retomar as características originais.

- O bosque deve ser preservado, principalmente pela proximidade com o Rio Brandão - destaca.

Para isso, o solo será preparado para receber o projeto de recuperação ambiental elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente, que já foi enviado para análise do Inea. A pesquisa que deu origem ao projeto de recuperação foi feito pela engenheira ambiental da secretaria, Daniela Vasconcelos Vidal. Após este período uma equipe da Secretaria de Serviços Públicos auxiliará na execução do projeto de recuperação ambiental realizando o plantio das mudas.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Amaro, o local receberá aproximadamente 500 mudas do bioma Mata Atlântica, entre elas Ipê, Cedro e Paineira, sendo assim um bosque fechado de preservação ambiental. Ainda de acordo com Amaro, este é um projeto piloto, que deverá ser implantado em outras áreas degradadas de Volta Redonda.

- Estamos fazendo um levantamento de outros locais que podem estar recebendo entulho para poder resolver essa questão. Limpar esse depósito foi o primeiro passo para cuidar de outros espaços - aponta.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,82448,Deposito-de-entulho-na-Sessenta-sera-fechado.html#ixzz2nPEDj0g0

domingo, 27 de outubro de 2013

Descarte incorreto prejudica reciclagem na região

Descarte incorreto prejudica reciclagem na região
Publicado em 26/10/2013, às 18h24 
Última atualização em 26/10/2013, às 18h24


JM Coelho
Até 30% do material enviado às cooperativas de catadores não pode ser reaproveitado
Inadequados: Até 30% do material enviado às cooperativas de catadores não pode ser reaproveitado

Júlio Amaral

jamaral@diariodovale.com.br 

Volta Redonda e Barra Mansa

Mesmo com um programa de coleta seletiva, Barra Mansa e Volta Redonda ainda sofrem com o descarte irregular do lixo. Segundo cooperativas de reciclagem das duas cidades, ainda é comum as pessoas misturarem junto ao material reciclável, resíduos não recicláveis e até orgânicos - como restos de comida -, o que pode causar a contaminação e a perda de até 30% do material recolhido.
- Muitas pessoas ainda mandam material reciclado com alguns produtos como: material orgânico ou lixo orgânico. É comum recebermos dentro do saco de material reciclado, restos de comida, papel higiênico, seringa descartável, roupa velha, pano, sapato e até fezes de animais que geralmente vêm dentro do saco de rações - disse Euvaldo Luiz Santana, presidente de uma cooperativa de catadores de Volta Redonda.
Ainda de acordo com Euvaldo, além de ser um risco para a saúde dos trabalhadores, o descarte inadequado dificulta o processo de triagem e separação do lixo.
- Este material de lixo orgânico atrasa a reciclagem durante a realização da triagem, e durante a passagem do material pela esteira, criam mau cheiro, já que alguns materiais se encontram em estado de decomposição - contou.
Ele explica que para evitar contaminação e acidentes, os funcionários precisam utilizar luvas e botas para manusear os resíduos, e ressaltou que até vacinas com doses de vacinas antitetânicas e hepatite B são disponibilizadas aos trabalhadores. Para esclarecer e informar a população sobre a importância da separação dos materiais recicláveis, Euvaldo lembrou que um panfleto é distribuído.
- Acredito que a população tem que se conscientizar mais sobre quais os materiais devem ser reciclados antes de serem levados para a coleta - opinou.

Nove toneladas vão para o lixo comum
Já em Barra Mansa, segundo o engenheiro Sérgio Antônio da Silva, responsável pelo programa de coleta seletiva no município, mesmo após campanhas conscientizando a população sobre a importância da separação do lixo, ainda é possível encontrar alguns objetos juntos dos recicláveis. São pacotes de biscoito, madeira, borrachas, roupas velhas, calçados, restos de comida e até fezes.
- De certa forma este tipo de material ao se misturar com a reciclagem atrapalha o trabalho de triagem feito nas cooperativas de catadores, que em Barra Mansa é realizado pela Coopcat (Cooperativa Mista dos Catadores de Materiais Recicláveis de Barra Mansa). Contaminam alguns materiais como papel, papelão, e, no caso das fezes, e papel higiênico, acabam contaminando todo o material que veio junto durante a triagem. Outro prejuízo é que como a triagem é feita de forma manual, pode trazer doenças aos funcionários - destacou.
Sérgio disse que em torno de 10% a 15% do material recebido para coleta é rejeito, ou seja, resíduos que ainda não há uma tecnologia ou viabilidade econômica para o seu reaproveitamento ou reciclagem.
- Atualmente a cooperativa recebe em torno de 90 toneladas de lixo através da coleta seletiva, onde nove toneladas, é rejeito voltando para a CTR (Centro de Tratamento de Resíduos) como lixo comum. Creio que ainda é preciso melhorar a participação da população, pois hoje apesar de recolhermos lixo reciclado em 28 bairros de Barra Mansa, ainda tem bairros onde os caminhões de coleta não voltam cheios, pois os moradores preferem descartar o material reciclado junto ao lixo comum - afirmou.
Com o objetivo de alertar e ao mesmo tempo orientar a população, a prefeitura de Barra Mansa tem desenvolvido um trabalho de educação ambiental que consiste em visitas domiciliares em bairros onde a coleta seletiva já atua. Distribuição de folhetos e imãs de geladeiras informando os dias de coleta e o que deve ser reciclado também são entregue aos moradores.

Como separar o lixo corretamente
Muitas pessoas ainda têm dúvidas na hora de colocar os materiais nas lixeiras de coleta seletiva. O analista ambiental do Inea (Instituto estadual do ambiente), José Mauro Lima, ensina como separar cada material e destiná-los corretamente.
Segundo ele, o material orgânico ou resido úmido como restos de comida, guardanapos sujos, papeis engordurados, algodão, fraldas descartáveis e absorventes devem ser descartável no lixo comum. Já latas, copos descartáveis, papel de bombom, papel de chicletes, embalagens tetra Pack (comuns em caixas de leite e sucos), garrafas pet e sacolas plásticas rasgadas podem ser recicladas e, por isto, devem ser jogadas em recipientes especiais, onde é aconselhável retirar o excesso antes de descartá-lo para a reciclagem. No caso do vidro, como as garrafas pet, José Mauro chama a atenção para embalá-los primeiramente em caixas de papelão e depois colocá-los em um local exclusivo para vidros, evitando com isso acidentes com os coletores.
O especialista ensina também que no caso de vasilhas de alumínio, latas, tampinhas de iogurte e de garrafas, separá-los em outro recipiente exclusivo para alumínio. 


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,80403,Descarte-incorreto-prejudica-reciclagem-na-regiao.html#ixzz2ixydg765