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quarta-feira, 24 de abril de 2013
Poluição da Praia de Monsuaba ainda incomoda moradores
Publicado em 23/04/2013, às 15h41
Última atualização em 23/04/2013, às 15h41
Angra dos Reis
A poluição da Praia de Monsuaba em Angra dos Reis ainda incomoda os moradores. Apesar de várias reclamações, o projeto que prevê a limpeza do local e a urbanização da praia não tem data para ser iniciado.
- Desde que me entendo por gente a praia é assim, e ninguém faz nada para mudar. Já nos cansamos de reclamar, reclamar, e as obras nunca começam. É uma vergonha para todos nós. Há anos tentamos resolver essa situação e nada. E não é um ou outro problema, são vários em um local só. A nossa comunidade precisa de atenção, precisa que olhem para a gente de verdade, pois não adianta vir no bairro dizer que vão fazer isso ou aquilo e nunca acontece nada. Precisamos de melhorias urgentes e verdadeiras - ressaltou a moradora Luiza Rios.
Esgoto a céu aberto, mau cheiro, lixo, entulho, tudo se concentra na beira do mar do bairro Monsuaba. Além de ter sido classificada imprópria para banho há mais de 10 anos, a praia recebe todo o esgoto da localidade sem tratamento. No local, uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) existe, mas não funciona.
O comerciante Marco Aurélio Lopes, de 46 anos, por exemplo, trabalha em um restaurante próximo à saída da rede de esgoto que desemboca no mar, e conta como o constante mau cheiro do esgoto prejudica.
- Moro há 28 anos no bairro, e sempre foi assim. A praia está imunda, repleta de lixos, e para completar todo o esgoto do bairro é jogado no mar sem tratamento nenhum. Além de contaminar a água, nos atrapalha, porque muita gente reclama do cheiro ruim. No meu restaurante então, tem dias que o cheiro é insuportável - afirmou Marco Aurélio.
A areia da praia também é alvo de muitas reclamações, porque além de estar misturada com a lama - característica de praias de fundo de baia - vive repleta de entulhos.
- Cada dia aparece mais lixo na praia, junta bichos e vira um nojo. Apesar da praia não ser liberada e não usarmos a areia, isso é ruim porque traz uma aparência péssima para o bairro. É um descaso gigantesco com a nossa comunidade - destacou o morador Fábio Antunes.
Além do esgoto sem tratamento e do acúmulo de lixo, os constantes deslizamentos de terra na região também afetam a praia de Monsuaba. O barro que desce das encostas da rodovia Rio-Santos cai direto na praia, sujando ainda mais o local. O morador Rogério Vilela ressalta que os problemas no bairro não são de hoje, e incomodam a muitos.
- Como se já não bastasse as inúmeras valas negras no bairro, temos uma vala que joga todo o esgoto no mar, acumula lixo, ratos e todos os tipos de sujeira. A praia de Monsuaba já está bastante maltratada por anos de descaso do poder público. Sem falar que ao lado dessa imundice toda, existe uma praça, e um campo, onde muitas pessoas usam. É um absurdo isso tudo - disse o morador.
O projeto de despoluição e urbanização da praia de Monsuaba foi elaborado há quatro anos, porém até hoje ainda não saiu do papel. Segundo a presidente da Associação de Moradores da Monsuaba, Marlene Dias Tavares, isso parece estar longe de acontecer.
- Já fomos várias vezes à prefeitura com ofícios solicitando o cronograma dos projetos, e cada hora recebemos uma resposta diferente, um motivo novo para a demora nas obras - destacou ela.
De acordo com a secretaria de Obras do município, antes de realizar a despoluição do local, o objetivo é fazer o desassoreamento do rio que deságua no mar; e a drenagem das águas que descem das encostas da rodovia Rio-Santos e caem direto na praia. Porém, o desassoreamento ainda está em fase de aprovação no Inea (Instituto Estadual do Ambiente). E a drenagem está em período de estudo. O DIÁRIO DO VALE tentou entrar em contato com o Inea, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,72451,Poluicao-da-Praia-de-Monsuaba-ainda-incomoda-moradores.html#ixzz2RNCyNlZH
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Prefeitura de Volta Redonda realiza ações preventivas no Rio Brandão
Publicado em 28/01/2013, às 18h43
figura: acervo pessoal
Última atualização em 28/01/2013, às 18h43
Volta Redonda
O transbordamento do Rio Brandão no ano passado, na Vila Santa Cecília, não foi esquecida pela população de Volta Redonda, e por conta disso o governo municipal elaborou ações preventivas para evitar a repetição do mesmo drama.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Carlos Amaro Chicarino de Carvalho, o município investiu na recuperação da mata ciliar do Brandão.
- Recuperamos a mata localizada no bairro Roma, próximo a uma das nascentes do Rio Brandão. Nessa área foi realizado o plantio de 25 mil mudas nativas distribuídas em dez hectares. Além disso, estão nos planos para 2013 a execução das obras para contenção de taludes, que são as partes das margens que caem e impedem o reflorestamento - explicou.
Ele contou que os resultados desses projetos incluem a melhoria da qualidade da água do Rio Brandão, fator importante para a diminuição da poluição.
- Os sedimentos deixam de se acumular dentro do rio. Além disso, conseguimos promover o aumento da capacidade de infiltração da água no solo, o que ameniza consideravelmente a velocidade das águas após chuvas muito intensas - acrescentou.
Atividades compartilhadas
Segundo Carlos Amaro, a Secretaria de Meio Ambiente colabora com as análises dos projetos executivos de todas as obras que serão realizadas às margens do rio. Ele afirma que o órgão realiza a conferência dos levantamentos da documentação para autorização e licenciamento ambiental junto ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente).
- Este ano nossa equipe irá realizar a contenção e estabilização de taludes entre as ruas 643 e 646, no bairro Siderópolis, além da revitalização das margens do Brandão com recomposição de taludes, calçadas e paisagismo compreendidos entre a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), o Tiro de Guerra e a Rua 16 - informou.
Já nas Ruas 40, 41 e 41-C, a secretaria irá construir um muro de contenção, ação que vai diminuir os impactos e consequências negativas dos desabamentos.
- Também vamos construir uma travessia urbana na Rua 162, contando com levantamento arbóreo para a troca de algumas espécies exóticas, como Sombreiros e Amendoeiras, por nativas, como Ipês e Ingá. Nosso objetivo é a contenção das margens para evitar o assoreamento do rio e a revitalização das margens, recompondo a mata ciliar com espécies nativas do bioma da Mata Atlântica - ressaltou.
Ele informou que, além dos projetos próprios, a secretaria - em conjunto com outros órgãos municipais - realiza diversas atividades buscando promover ações que possibilitem a diminuição dos riscos de alagamento.
- Atualmente estamos realizando em conjunto com o IPPU (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) e Secretaria de Planejamento um projeto para a construção de uma barragem para retenção e desaceleração da velocidade das águas, com o objetivo de evitar o acúmulo nos pontos de alagamentos. Essa ação conta com o suporte da equipe de hidrologia do Inea - explicou.
Carlos Amaro frisou que a população também é responsável e que deve continuar ajudando com ações preventivas, não jogando resíduos sólidos nas margens do Brandão.
- A população pode contribuir denunciando alguma infração através dos telefones 3350-7123 e 08000-260566, visando auxiliar e assegurar os projetos municipais iniciados no Rio Brandão - concluiu.
Trabalhos de prevenção
A fim de solucionar os problemas com o Rio Brandão, o IPPU viabilizou um estudo hidrológico realizado pelo engenheiro Civil Luiz César da Veiga Pires, que apontou a necessidade da construção de uma barragem capaz de impedir os transbordamentos.
A avalição levou em conta as médias históricas de chuva no município, as condições do leito do Rio Brandão e das pontes que o atravessam em vários pontos do seu curso. O plano é que a vazão do Brandão seja reduzida em até 88% em situações similares às do ano passado.
De acordo com o presidente do IPPU, Juvenil Neves Teixeira, o projeto é específico e requer um planejamento elaborado, incluindo o pedido de licitação. Ele contou que o edital será apresentado na próxima sexta-feira ao prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB). A expectativa é que a obra esteja concluída após três anos do seu início, já que o processo é lento em função das poucas opções de construtoras na área.
Esgoto
Com previsão para término em setembro deste ano, a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da Vila Santa Cecília tem o objetivo de evitar o despejo de dejetos sem tratamento no Rio Paraíba do Sul, fato que vai contribuir para a conclusão da despoluição do Rio Brandão.
Por enquanto o esgoto colhido na nova rede do bairro Sessenta será direcionado para o Rio Paraíba do Sul, próximo à foz do Rio Brandão; posteriormente, com a conclusão da obra, será encaminhado para a estação de tratamento.
Testes de fumaça foram realizados por 45 dias a fim de encontrar ligações de esgoto clandestinas, visando contribuir para os resultados satisfatórios ao fim das obras.
Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,68620,Prefeitura-de-Volta-Redonda-realiza-acoes-preventivas-no-Rio-Brandao.html#ixzz2JMShPWqx
domingo, 9 de dezembro de 2012
saneamento: Câmara de Barra Mansa aprova doação de terreno da Saint Gobain
Câmara de Barra Mansa aprova doação de terreno da Saint Gobain
Publicado em 07/12/2012, às 19h49
Última atualização em 07/12/2012, às 19h49
Barra Mansa
A Câmara Municipal aprovou, em sessão realizada na manhã de hoje (7), um projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o município a receber, com encargos, a doação de um terreno de 3.091 metros da empresa Saint Gobain, que será acrescido a outra área de 6.654 metros no bairro Barbará, onde está sendo construída uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Em troca dessa nova área, o município isentará a empresa de pagamento de taxa de esgoto sanitário pelo prazo de 15 anos. A área anterior já havia sido doada, porém sem ônus para o município.
Na última terça-feira, representantes do Saae estiveram na Câmara e explicaram a necessidade da nova área e apresentaram cálculos que mostram que o valor do terreno supera em mais de duas vezes o valor que a empresa vai deixar de pagar nos próximos 15 anos.
A ETE do Barbará terá capacidade de tratamento para 907 mil litros por hora, contará com a construção de 12.800 metros de rede de esgoto e oito elevatórias. A obra, orçada em R$ 26,4 milhões, tem investimentos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam) e contrapartida da prefeitura.
Segundo a prefeitura, com a construção da ETE Barbará e da ETE Ano Bom, que já está em andamento, o tratamento de esgoto no município passará de 3,7 % para 67%.
O presidente da Câmara, Luis Antonio Cardoso (PMDB), afirmou que o valor será menor e que avalia de forma positiva a aprovação do projeto.
- O valor venal do terreno equivale a 38 anos do que a empresa pagaria de taxa de esgoto. E mesmo assim a empresa terá essa contrapartida ao longo de 15 anos, portanto foi um projeto muito positivo para o município - afirmou.
A aprovação teve o voto contrário dos vereadores do PT, Marcelo Borges e José Maurício. Marcelo Borges questionou a isenção do terreno e pediu vistas do projeto para fazer os cálculos, mas o pedido foi recusado pela maioria.
- Não concordo com essa isenção. A Saint Gobain é uma empresa rica e esse valor não faria falta para ela, mas para o município, que precisa arrecadar, sim - destacou.
Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,66596,Camara-de-Barra-Mansa-aprova-doacao-de-terreno-da-Saint-Gobain.html#ixzz2EZCCTG6R
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