Cidades atuam para coibir crimes ambientais
Publicado em 06/07/2013,
Júlio Amaral
Ilegal: Pássaros foram aprendidos na última operação da Guarda Ambiental, em Barra Mansa
Júlio Amaral
jamaral@diariodovale.com.br
Sul Fluminense
Anualmente, cerca de 38 milhões de animais são retirados dos seus habitats no Brasil, todos os anos, para abastecer o mercado ilegal de animais silvestres. Os números fazem parte da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). Na região, os municípios vêm promovendo ações preventivas e projetos para inibir esse tipo de crime.
Em três das maiores cidades do Sul Fluminense - Volta Redonda, Barra Mansa e Resende -, 90% das ações de apreensões de animais silvestres são realizadas graças a denúncias.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Volta Redonda, Carlos Amaro, as denúncias não são muito frequentes no município (foram apenas dez este ano), mas uma equipe é logo deslocada quando elas chegam.
- Recebemos poucas denúncias sobre cativeiros ilegais e vendas de animais silvestres, a maior parte das queixas que chega à secretaria é sobre caçadores de aves - contou, lembrando que na maioria das vezes eles atuam em áreas como Belmonte, Fazenda do Ingá e no Roma. Nenhum caçador foi encontrado nos locais das denúncias este ano.
Amaro explicou que os animais em cativeiro são encaminhados primeiramente ao Zoológico Municipal para avaliação veterinária, e depois disso são enviados ao Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), em Seropédica, na Baixada Fluminense.
Barra Mansa
Se em Volta Redonda não houve apreensões, em Barra Mansa a fiscalização ambiental conseguiu resgatar 64 animais nos primeiros meses de 2013.
Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adaucto Siqueira, o combate ao comércio ilegal de animais é realizado diariamente, onde em 80% dos casos são de apreensões derivadas de denúncias, e o restante por meio de rondas rotineiras.
Ele explica que os locais de atuação são bem diversificados, mas elegem os bairros Vista Alegre, Cotiara, Ano Bom e Nova Esperança como os mais visados.
Ainda de acordo com Adaucto, cerca de 90% das apreensões são de pássaros, mas também são encontrados animais como pacas, jabutis, bichos preguiça e micos. Só neste ano, foram apreendidos 54 pássaros de diferentes espécies, como trinca-ferro, canários da terra, pixanxão, azulão, tico-tico, um tucano e uma coruja, além de tartarugas, jabutis, uma paca - que foi atingida por um tiro, um bicho preguiça e um mico.
- A grande maioria desses animais é apreendida em cativeiros clandestinos e em locais inadequados para a sua sobrevivência. Também chegam até nós algumas denúncias de caçadores. No momento estamos investigando algumas delas para realizarmos possíveis operações - disse Adaucto.
Além dos animais, gaiolas, armadilhas e até armas também são apreendidas pela equipe da secretaria.
De acordo com a coordenação da Gerência de Fiscalização Ambiental, os animais apreendidos em Barra Mansa seguem o mesmo caminho dos encontrados em Volta Redonda. Eles são encaminhados ao Cetas, enquanto que os feridos são levados para o Zoológico de Volta Redonda para serem tratados e recuperados antes de serem mandados para Seropédica.
Resende
Em Resende, o combate aos crimes ambientais é realizado pela Agência de Meio Ambiente de Resende (Amar), que conta com o apoio do grupamento ambiental da Guarda Municipal, sediado na área de proteção da Serrinha do Alambari, próximo a Penedo (distrito de Itatiaia).
De acordo com o chefe de fiscalização ambiental da Amar, Sandro Lima Maciel, áreas periféricas como a região da Grande Alegria são locais de maior incidência de denúncias, além de áreas de proteção ambiental como as da Serrinha e Mantiqueira, comum pela atividade de palmiteiros e caçadores.
Sandro estima que cerca de 80% das apreensões são feitas a partir de denúncias, enquanto os outros 20% estão relacionados à demanda espontânea, como entrega voluntária de animais feridos - na maioria, pássaros.
- Até o momento, cerca de dez pássaros foram apreendidos este ano, sendo que duas maritacas foram para centros de triagens e cinco coleiros foram soltos na natureza no mês passado - disse Sandro.
De acordo com o chefe de fiscalização ambiental, as operações de grande envergadura que a Amar realizava junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estão suspensas temporariamente, enquanto não for normalizada a situação nos centros de triagens - que se encontram lotados.
No entanto, ele garante que as denúncias que chegam até eles são verificadas e, quando encontrados, os animais são apreendidos.
- No caso das pessoas que detém este animal de forma ilegal é cobrada uma multa no valor de R$ 500 por cada um. Como o Centro de Triagem em Seropédica está lotado, os animais retidos em Resende estão sendo encaminhados para o Cetas de Lorena (SP), que também passa pelo mesmo problema, mas em menor intensidade - falou, completando: - Para tentar amenizar este problema, mandamos algumas espécies para o Zoo de Volta Redonda, com quem mantemos uma parceria - disse Sandro.
Ele encerra destacando que as ocorrências envolvendo mamíferos e o combate a caçadores são feitas em conjunto com o Grupamento Ambiental, a Polícia Florestal e o Ibama. Já as denúncias a respeito de armas de fogo, apreensão e averiguação ficam por conta da Polícia Florestal.
Tráfico de animais, um crime lucrativo
São espécimes da fauna silvestre todas aquelas pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro ou em águas jurisdicionais brasileiras.
Essas espécies sofrem com as investidas do tráfico de animais silvestres, uma prática de comércio ilegal. Em todo o mundo, estima-se que o tráfico de animais silvestres movimente mais de dez bilhões de dólares, perdendo somente para o tráfico de drogas e de armas.
No Brasil, este tipo de crime é a terceira maior atividade criminosa, movimentando aproximadamente cerca de 1,5 bilhão de dólares ao ano, cerca de 10% e 15 % de todo o comércio mundial. O tráfico ameaça as espécies, sobretudo, que já se encontram em ameaça de extinção. A maioria desses animais capturados é proveniente da Mata Atlântica, de onde são enviadas para o Rio ou São Paulo e vendidos em feiras livres ou lojas especializadas, ou então exportados ilegalmente para os Estados Unidos, alguns países da Europa e o Japão. Cerca de 60% do total capturado, porém, é destinado ao mercado interno, abastecendo principalmente colecionadores particulares ou zoológicos clandestinos. A lógica do tráfico é cruel: quanto maior o risco de extinção, maior o valor do animal.
Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,75951,Cidades-atuam-para-coibir-crimes-ambientais.html#ixzz2YMFbLkLN
domingo, 7 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Volta Redonda pode ganhar Polo Internacional
Volta Redonda pode ganhar Polo Internacional
sem data
http://m.diariodovale.com.br/views/noticiaInterna.asp?cod=16272&codArea=1
Volta Redonda
Volta Redonda poderá se tornar referência nacional em meio ambiente, com a instalação do Polo Internacional de Tecnologia Verde, a primeira unidade deste tipo na América Latina. A proposta foi apresentada pelo ambientalista Júlio Ferreira, presidente da Global 8 Environmental Tecnologies e diretor da Brazil-USA Green Technology, ambas organizações sediadas nos Estados Unidos, e o projeto conta com o apoio da prefeitura.
- Tudo que trouxer benefício para o município, estamos apoiando. A ideia do polo é boa e viável. Assim, a ideia conta com todo o nosso apoio - disse o prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB), informando que as negociações sobre o tema estão sendo feitas pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Jessé de Holanda.
O polo de tecnologia verde será um espaço onde empresas, universidades e instituições ligadas à sociedade civil se reunirão para construir políticas de sustentabilidade nas atividades industriais.
- Vamos montar um aparato tecnológico para produzir políticas urbanas e de meio ambiente, para fornecer às empresas tecnologia verde e assessorá-las na implantação de políticas de sustentabilidade - afirmou Júlio Ferreira, que mora há oito anos nos Estados Unidos.
Júlio explicou que o objetivo da empreitada é instalar o polo no Escritório Central. Por isso, o ambientalista disse que iniciou as conversas com a CSN que, de acordo com ele, mostrou entusiasmo com a proposta. Júlio garantiu, também, que conta com o apoio de fundos internacionais para uma possível compra do prédio, localizado na Vila Santa Cecília.
- Queremos juntar todos os segmentos produtivos do país e transformar Volta Redonda no cérebro verde para repensar o desenvolvimento sustentável do Brasil - disse o ambientalista.
O início dos trabalhos deve se dar em breve, na segunda quinzena de fevereiro. Nesta primeira etapa, contou Júlio, será definido um grupo de trabalho multidisciplinar, para montar a espinha dorsal do projeto. A expectativa é que o polo comece a funcionar já em 2011 e um dos grandes objetivos do projeto é contar com a participação da rede pública de ensino da cidade, 'transformando-a numa grande alavanca para o desenvolvimento do município'.
Tecnologia Verde
O termo tecnologia verde tem ganhado cada vez mais destaque entre os ambientalistas de todo o mundo e é, basicamente, o tipo de tecnologia que não afeta o meio ambiente e, ao contrário, ajuda a preservá-lo.
Muitas empresas vêm investindo na preservação do meio ambiente e também no desenvolvimento de produtos eletrônicos que não sejam tão danosos à natureza. Podem ser exemplos de tecnologia verde a redução do consumo de energia, a utilização de material reciclável ou a utilização de energia solar.
- Existem muitos grupos internacionais interessados nesse Brasil verde. E vamos sair na frente com esse projeto - finalizou Júlio.
Um outro exemplo foi dado recentemente por uma empresa de aparelhos celulares. A companhia programou um alerta encorajando as pessoas a tirar o carregador da tomada após carregar o telefone. Acredita-se que esse simples ato economiza energia suficiente para abastecer 85 mil residências por ano. Cerca de dois terços da energia usada pelo celular é desperdiçado quando o carregador continua na tomada mesmo sem o telefone plugado.
Atualmente, existem outros três polos de tecnologia verde ao redor do mundo: no Vale do Silício, na Califórnia (EUA); em Frankfurt, na Alemanha; e em Dubai, nos Emirados Árabes.
sobre http://www.wnd.com/markets/news/read/6793668/global_8_environmental_technologies
and http://bbconnect.us/
sem data
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Volta Redonda
Volta Redonda poderá se tornar referência nacional em meio ambiente, com a instalação do Polo Internacional de Tecnologia Verde, a primeira unidade deste tipo na América Latina. A proposta foi apresentada pelo ambientalista Júlio Ferreira, presidente da Global 8 Environmental Tecnologies e diretor da Brazil-USA Green Technology, ambas organizações sediadas nos Estados Unidos, e o projeto conta com o apoio da prefeitura.
- Tudo que trouxer benefício para o município, estamos apoiando. A ideia do polo é boa e viável. Assim, a ideia conta com todo o nosso apoio - disse o prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB), informando que as negociações sobre o tema estão sendo feitas pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Jessé de Holanda.
O polo de tecnologia verde será um espaço onde empresas, universidades e instituições ligadas à sociedade civil se reunirão para construir políticas de sustentabilidade nas atividades industriais.
- Vamos montar um aparato tecnológico para produzir políticas urbanas e de meio ambiente, para fornecer às empresas tecnologia verde e assessorá-las na implantação de políticas de sustentabilidade - afirmou Júlio Ferreira, que mora há oito anos nos Estados Unidos.
Júlio explicou que o objetivo da empreitada é instalar o polo no Escritório Central. Por isso, o ambientalista disse que iniciou as conversas com a CSN que, de acordo com ele, mostrou entusiasmo com a proposta. Júlio garantiu, também, que conta com o apoio de fundos internacionais para uma possível compra do prédio, localizado na Vila Santa Cecília.
- Queremos juntar todos os segmentos produtivos do país e transformar Volta Redonda no cérebro verde para repensar o desenvolvimento sustentável do Brasil - disse o ambientalista.
O início dos trabalhos deve se dar em breve, na segunda quinzena de fevereiro. Nesta primeira etapa, contou Júlio, será definido um grupo de trabalho multidisciplinar, para montar a espinha dorsal do projeto. A expectativa é que o polo comece a funcionar já em 2011 e um dos grandes objetivos do projeto é contar com a participação da rede pública de ensino da cidade, 'transformando-a numa grande alavanca para o desenvolvimento do município'.
Tecnologia Verde
O termo tecnologia verde tem ganhado cada vez mais destaque entre os ambientalistas de todo o mundo e é, basicamente, o tipo de tecnologia que não afeta o meio ambiente e, ao contrário, ajuda a preservá-lo.
Muitas empresas vêm investindo na preservação do meio ambiente e também no desenvolvimento de produtos eletrônicos que não sejam tão danosos à natureza. Podem ser exemplos de tecnologia verde a redução do consumo de energia, a utilização de material reciclável ou a utilização de energia solar.
- Existem muitos grupos internacionais interessados nesse Brasil verde. E vamos sair na frente com esse projeto - finalizou Júlio.
Um outro exemplo foi dado recentemente por uma empresa de aparelhos celulares. A companhia programou um alerta encorajando as pessoas a tirar o carregador da tomada após carregar o telefone. Acredita-se que esse simples ato economiza energia suficiente para abastecer 85 mil residências por ano. Cerca de dois terços da energia usada pelo celular é desperdiçado quando o carregador continua na tomada mesmo sem o telefone plugado.
Atualmente, existem outros três polos de tecnologia verde ao redor do mundo: no Vale do Silício, na Califórnia (EUA); em Frankfurt, na Alemanha; e em Dubai, nos Emirados Árabes.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
Vazamento de óleo: quatro municípios já interromperam captação de água
Vazamento de óleo: quatro municípios já interromperam captação de água
Publicação: terça-feira, 7 de maio de 2013 (13:53)
Atualizado às 16h41min: Quatro municípios da região já cortaram a captação de água do Rio Paraíba do Sul, devido ao óleo diesel que vazou domingo, de um oleoduto da Transpetro em São José do Barreiro (SP): Porto Real, Quatis, Barra Mansa e Volta Redonda. Segundo a Transpetro, o vazamento ocorreu durante uma tentativa de roubo de óleo diesel das tubulações da empresa, subsidiária da estatal Petrobras.
Porto Real, que usa 100% de sua água do Paraíba do Sul, suspendeu a captação para suas duas estações de tratamento no início da noite de segunda-feira. Ainda não há previsão de retomada dessa captação, por isso o município está precisando racionar água. As aulas nas creches e escolas municipais serão suspensas à tarde e à noite.
Em Quatis, a água captada do Rio Paraíba do Sul é responsável por 60% da demanda da cidade. Mais duas sutrueações captam os 40% restantes, mas uma delas (Ribeirão Lima) está com problemas na bomba e não está fazendo o trabalho de forma adequada.
Em Barra Mansa, município 100% abastecido pelo Paraíba do Sul, foi interrompida, na manhã desta terça-feira, a captação de água da ETA (Estação de Tratamento de Água) São Sebastião e da ETA Nova, responsáveis por 80% do abastecimento de água no município. A prefeitura monitora o avanço da mancha de óleo para avaliar se será necessário interromper a captação em outra estação.
Em Volta Redonda, a interrupção na ETA (Estação de Tratamento de Água) já foi realizada e não há previsão para retornar com o serviço. A cidade tem autonomia de abastecimento para 24 horas, mas os moradores da cidade devem economizar.
O óleo vazou para o Rio Formoso e chegou ao Rio de Janeiro pelo Rio Sesmaria. Depois, alcançou o Rio Paraíba do Sul, que corta o estado de sul a norte. Apesar de também ter atingido o município de Resende, o vazamento não prejudicou o abastecimento de água no local porque a captação de água ocorre antes de o Rio Sesmaria desaguar no Paraíba do Sul.
“Vamos continuar monitorando ao longo do dia, para avaliar a necessidade de suspender as captações de água, inclusive em Santa Cecília, em Barra do Piraí [canal que liga o Rio Paraíba do Sul ao Sistema Guandu, que abastece de água o Grande Rio]”, disse a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos.
De acordo com a Transpetro, o vazamento foi provocado por criminosos que abriram uma válvula do oleoduto para roubar combustível e a deixaram aberta, permitindo o vazamento para o Rio Formoso. A empresa informou em nota, que detectou o vazamento ainda no domingo e registrou a ocorrência na delegacia policial local.
Ainda segundo a Trasnpetro foram mobilizados cerca de 100 homens, barreiras de contenção e barreiras absorventes, além de helicóptero, barcos de apoio, caminhões vácuo e caminhões-tanque para conter o óleo.
http://www.focoregional.com.br/v2/page/noticiasdtl.asp?t=Vazamento+de+oleo%3A+quatro+municipios+ja+interromperam+captacao+de+agua&idnoticia=100977
Inea realiza voos de análise na região
Publicado em 10/05/2013, às 18h27
Última atualização em 10/05/2013, às 18h27
Natacha Prado
natacha.prado@diariodovale.com.br
Sul Fluminense
Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) realizaram na tarde de ontem um sobrevoo na área atingida pelo vazamento de 49 mil litros de óleo diesel, no último domingo, em um dos diques da Transpetro, localizado em São José do Barreiro (SP). O helicóptero percorre desde o ponto zero - onde aconteceu o acidente - até o limite entre as cidades de Barra do Piraí e Vassouras.
O técnico em laboratório e fiscal do Inea, Leonardo Martins Senna, declarou que os responsáveis estão verificando a condição da água dos rios afetados através de voos diários.
- Realizamos duas verificações, pela manhã e à tarde. Os técnicos estão monitorando os rios Formoso, Sesmarias e Paraíba do Sul. Ontem (quinta-feira) observei alguns pontos de manchas, porém não possuem características de óleo diesel. O que encontramos é uma espécie de filme com a coloração prateada. Além disso, a mancha não é compacta e percorre a extensão do rio de maneira segmentada - explicou.
Leonardo declarou que o Rio Paraíba do Sul já reduziu a incidência de manchas graças à solicitação do Inea para que as cidades instalassem barreiras de contenção e absorção.
- Mesmo com a diminuição, as estações de tratamento de água não podem funcionar sem as barreiras físicas. O Inea liberou o retorno da captação, porém o monitoramento das cidades precisa continuar intensificado. A liberação foi baseada em diversos critérios decididos pela presidência do órgão. Um deles é a paralisação no caso de aparecimento de substância com odor característico de combustível - completou.
Quanto questionado sobre a previsão da retirada das barreiras nas cidades e a conclusão dos voos de análise, Leonardo afirmou que ainda não é possível estipular uma data.
- Trabalhamos com a possibilidade de que restos de óleo possam estar fixados nas margens dos rios e descolando gradativamente. É por este motivo que os técnicos necessitam continuar com as ações de monitoramento e de prevenção, como a troca das barreiras de contenção - concluiu.
Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,73245,Inea-realiza-voos-de-analise-na-regiao.html#ixzz2TMe2iWqU
Volta Grande IV na reunião da Comissão
Comissão Ambiental Sul-RJ
7 de maio
Volta Grande IV na reunião da Comissão (32 fotos)
Reunião realizada em 07 de maio reuniu parlamentares, moradores e comunidade para debater a situação.
Síntese do encontro mensal da Comissão Ambiental Sul e Deputados que discutiram ações para solucionar caso de áreas contaminadas no Volta Grande IV.
Aos sete dias do mês de maio do corrente ano, as 09:30h, na Cúria Diocesana, a Comissão Ambiental Sul realizou encontro mensal, tendo em pauta, a situação dos moradores do bairro Volta Grande IV, que tiveram suas casas construídas em terrenos contaminados com substâncias toxícas oriundas da CSN.
Nesse encontro compareceram os deputados estaduais Inês Pandeló, Gotardo Netto e Nelson Gonçalves. Além desses, o bispo emérito Dom João Maria Messi, o vereador da CMVR Jerônimo Telles, o advogado Igor Alexei (advogado representante dos moradores), e os próprios moradores do bairro.
Iniciou-se a reunião com apresentação do histórico do bairro feita pela Comissão Ambiental, e em seguida manifestação dos presentes e indicações para encaminhamentos.
Assim, houve a solicitação aos deputados para providenciarem na Assembléia Legislativa do Estado do Rio, audiência Pública quanto à resolução imediata do problema e fazer uma avaliação da saúde dos moradores. Constatou-se ser necessário que se tenha conhecimento da realidade no que tange a saúde e a contaminação do solo. Tal proposta foi acolhida por todos os presentes.
Outro ponto em discussão foi a deslocação das 750 famílias que tiveram o sonho da casa própria transformado em pesadelo. Para onde elas irão, foi levantado e questionado com muita preocupação, lembrando que foi criada naquele local uma comunidade e para tanto, é necessário o comprometimento de todos os atores para solucionar tão grave problema.
O Deputado Gotardo que faz parte da Comissão Especial que acompanha o “caso Volta Grande lV”, irá se reunir com os membros da referida Comissão para traçar novas ações e em seguida marcar a audiência pública na ALERJ.
A Câmara Municipal de Volta Redonda, também criou a Comissão Especial de acompanhamento aos moradores e articulações com órgãos competentes, levando assim informação e mais tranqüilidade.
O encontro encerrou- se com palavras de indignação do Bispo emérito Dom João Maria Messi quanto à situação daquelas vidas que estão em situação de risco e aguardando a data para que ocorra a audiência pública na ALERJ..
Volta Redonda, 09 de maio de 2013.
Setor Social
Mara Borella
Fotos: Jair de Assis - Fotografia
Demais fotos, créditos nas legendas.
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